Nuno Batista afirma que "a doença nunca pode, nem deve ser usada, como arma política"
O presidente da Câmara Municipal do Porto Santo afirmou hoje, através de comunicado, que "a doença nunca pode nem deve ser usada como arma política. Isso não dignifica a democracia nem o Porto Santo". Em causa estarão críticas da oposição dada a sua ausência da ilha, aquando do tornado de sexta-feira. Nuno Batista justificou que estava a realizar um tratamento médico.
Nuno Batista ausente esta manhã por "questão de saúde"
Autarca destaca resposta dada pela Protecção Civil municipal e demais entidades
"Ao longo do anterior e actual mandato, a Câmara Municipal do Porto Santo tem desenvolvido o seu trabalho com sentido de responsabilidade, proximidade e total dedicação à melhoria das condições de vida dos porto-santenses", assume o autarca, lamentando que este seja "um mandato marcado por críticas e ataques políticos constantes, que sempre respeitámos por entendermos que fazem parte da vida democrática".
"No entanto, acreditamos que a política deve ser um instrumento de construção e não um espaço permanente de conflito", pelo que afirma que "até ao final do mandato, o presidente da Câmara Municipal do Porto Santo não continuará a alimentar polémicas políticas nem a responder a ataques pessoais ou a debates que em nada contribuem para o futuro da nossa ilha".
Apesar disso, considera que "a política deve ter limites e esses limites começam no respeito pelas pessoas, pela sua dignidade e pelas suas circunstâncias pessoais". Nuno Batista afirma que não foi a primeira vez que as questões de saúde de responsáveis políticos do Porto Santo foram usadas como " instrumento de combate político": "Situações semelhantes já tinham ocorrido quando motivos de saúde do anterior vice-presidente e da então presidente da Assembleia Municipal foram colocados em causa no espaço público, procurando criar interpretações políticas onde apenas existiam razões pessoais e humanas"
Fazemos política com respeito, com sentido humano e com elevação institucional, valores que sempre caracterizaram a convivência democrática no Porto Santo e que devem continuar a ser preservados. O Porto Santo sempre foi uma terra de gente resiliente, de respeito mútuo e de forte sentido comunitário. É esse espírito que deve continuar a orientar todos aqueles que exercem funções públicas. Nuno Batista
Para o presidente da CMPS, as prioridades são trabalhar pelas pessoas, apoiar as famílias, criar oportunidades para os jovens., continuar o desenvolvimento do Porto Santo e defender a qualidade de vida da população.
"Não será o Presidente da Câmara a contribuir para degradar o ambiente político local. Da nossa parte, a partir de hoje, haverá apenas trabalho, responsabilidade e respeito pelo Porto Santo e pelos porto-santenses. Os porto-santenses sabem distinguir o que é trabalho sério do que é ruído político", atira o autarca, acrescentando que "a melhor resposta será sempre o trabalho".
"O tempo das polémicas termina aqui", assume. "Até ao final do mandato, o nosso tempo será exclusivamente para trabalhar pelo Porto Santo e pelo nosso povo resiliente", termina.