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Madeira

Emanuel Câmara pediu correcção urgente do Subsídio de Mobilidade

Deputado socialista eleito à Assembleia da República pelo círculo da Madeira pediu ao ministro Miguel Pinto Luz para não seja "anti-autonomista"

Emanuel Câmara deixou alguns pedidos a Miguel Pinto Luz, na Comissão de Infraestruturas, Mobilidade e Habitação.
Emanuel Câmara deixou alguns pedidos a Miguel Pinto Luz, na Comissão de Infraestruturas, Mobilidade e Habitação., Foto DR/PS-Madeira

O Subsídio Social de Mobilidade (SSM) foi um dos temas centrais na audição a Miguel Pinto Luz na Comissão de Infraestruturas, Mobilidade e Habitação, tal como o DIÁRIO já noticiou na manhã desta quarta-feira. 

Foi nessa ocasião que Emanuel Câmara, deputado socialista eleito à Assembleia da República pelo círculo da Madeira, pediu ao ministro das Infraestruturas e Habitação que não fosse "anti-autonomista", reivindicando uma correcção urgente das injustiças do modelo de Subsídio Social de Mobilidade, indo ao encontro do que dizia serem as pretensões dos portugueses das ilhas. 

Madeirenses vão deixar de adiantar dinheiro para viajar "nas próximas semanas"

"Não vão ter de adiantar um único euro. Era esse o meu compromisso até ao Verão e hoje deixo aqui de que será bastante mais cedo", garantiu Miguel Pinto Luz. Anunciou também que o Governo decidiu retirar a exigência de recibo para obter reembolso nas viagens aéreas

Rúben Santos , 18 Março 2026 - 11:22

O parlamentar madeirense fez questão de frisar que as alterações introduzidas são inaceitáveis e constituem "um atentado à inteligência e aos bolsos" dos madeirenses e açorianos. "Estava o País a cantar as Janeiras e as Regiões Autónomas a cantar os Reis, e o bolo-rei que o Governo da República mandou para as Regiões estava cheio de favas", apontou, em tom irónico, sublinhando a necessidade de acabar com a obrigatoriedade de declaração de inexistência de dívidas ao Estado, de pôr fim ao tecto de 200 euros por trajecto e de alterar a plataforma electrónica que só tem vindo a complicar a vida aos cidadãos, conforme refere uma nota de imprensa remetida às redacções. 

Na opinião de Emanuel Câmara, o actual Governo da República, suportado pela AD, que junta PSD e CDS, fica na história como o segundo que retira direitos aos madeirenses e porto-santenses. "Depois do de Passos Coelho, é este Governo que tira direitos adquiridos", reforçou.