Madeira reforça papel estratégico militar
Cartaxo Alves admite crescimento condicionado de meios
A Região Autónoma da Madeira pode vir a ganhar maior peso no dispositivo das Forças Armadas, mas o reforço de meios dependerá de condições no território. A garantia foi deixada ao DIÁRIO pelo chefe do Estado-Maior-General das Forças Armadas, general João Cartaxo Alves, após a audiência com o presidente do Governo Regional, Miguel Albuquerque, na Quinta Vigia, encontro que decorreu esta manhã.
O chefe do Estado-Maior-General das Forças Armadas sublinhou que qualquer aumento de efectivos ou infraestruturas “é um processo construtivo”, dependente da criação de condições para fixar militares e as suas famílias. “O crescimento será natural, à medida que as missões também se ampliem”, referiu.
À margem da reunião, de carácter institucional, foi destacada a importância de reforçar a articulação entre as Forças Armadas e as autoridades regionais, procurando “alinhar esforços e identificar sinergias” já em curso na Madeira.
Cartaxo Alves salientou ainda o potencial estratégico do arquipélago, apontando a centralidade do Atlântico como um factor cada vez mais relevante. Nesse sentido, admitiu que a Região pode desempenhar um papel acrescido no apoio às missões militares, desde que acompanhada pelo necessário desenvolvimento de capacidades locais.