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Rei Carlos III disposto a ajudar na investigação policial ao irmão André

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Foto EPA

O rei Carlos III está "profundamente preocupado" com as alegações contra o irmão André, no âmbito do caso Epstein e está "disposto a ajudar a polícia", caso seja contactado, afirmou hoje o Palácio de Buckingham.

"Cabe a André Mountbatten-Windsor responder às alegações específicas, mas se formos abordados pela polícia de Thames Valley [que cobre a área de Windsor], estamos prontos para apoiar" a força, de acordo com um comunicado do palácio.

A polícia britânica indicou estar "a analisar" informações segundo as quais André teria transmitido a Epstein, em 2010, documentos confidenciais enquanto era enviado especial do Governo para o Comércio.

Documentos relativos a Jeffrey Epstein divulgados pelas autoridades dos Estados Unidos indicam que o ex-príncipe André encaminhou cópias de relatórios próprios de uma viagem ao sudeste asiático em 2010 para Epstein logo depois de regressar ao Reino Unido.

Os arquivos evidenciam a rede de pessoas ricas e poderosas que Epstein usava para explorar mulheres jovens e meninas, e mostram que a relação próxima do membro da família real com Epstein, mesmo depois do norte-americano ter sido condenado por aliciar uma menor para prostituição em 2008.

No ano passado, o rei Carlos III retirou os títulos reais do irmão, de 65 anos, na sequência de revelações anteriores sobre a relação com Epstein, apesar de André Mountbatten-Windsor, como é conhecido atualmente, negar qualquer irregularidade.

Coincidindo com uma viagem o príncipe William à Arábia Saudita, este e a princesa Catherine emitiram a primeira declaração sobre os documentos divulgados pelos EUA, manifestando-se "profundamente preocupados com as revelações contínuas" e mostrando solidariedade com as vítimas.

Entretanto, o rei Carlos voltou a ser confrontado com o assunto durante uma visita a Lancashire, no noroeste da Inglaterra, onde uma pessoa gritou no meio da multidão: "Há quanto tempo sabia você sobre André?"