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Ventura pede a Marcelo para cancelar visita a Espanha

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Foto TIAGO PETINGA/LUSA

O candidato presidencial André Ventura pediu hoje ao Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, para cancelar a visita a Espanha, prevista para sexta-feira, para poder estar junto das populações afetadas pelo mau tempo.

"Nós estamos no meio de empresas que estão devastadas, as pessoas estão devastadas, o Presidente da República está em Espanha a fazer o quê? Não é em Espanha que a gente precisa dele, a gente precisa dele aqui", afirmou.

O candidato apoiado pelo Chega falava aos jornalistas antes de uma visita à Adega Monte Novo e Figueirinha, em Beja, inserida na campanha eleitoral para a segunda volta das presidenciais, marcada para domingo.

André Ventura considerou que esta deslocação a Madrid "é um erro político" e disse esperar que o chefe de Estado "compreenda a tempo".

"Com todo o respeito, os reis de Espanha podem esperar uns meses, ou umas semanas, enquanto o país está a sofrer desta maneira", defendeu o também líder do Chega.

Este apelo surge um dia depois de André Ventura já ter criticado a deslocação que Marcelo Rebelo de Sousa fez ao Vaticano, para se encontrar com o Papa Leão XIV.

"Às vezes parece que gostamos de destruir a nossa própria imagem de políticos", sustentou.

O Presidente da República vai decidir na quinta-feira se adia a sua visita a Madrid prevista para sexta-feira, em função da evolução da situação climática em Portugal e depois de uma conversa com o Rei de Espanha, transmitiu à agência Lusa fonte da Presidência da República.

Marcelo Rebelo de Sousa já encurtou a sua visita a Espanha, inicialmente prevista para entre quinta e sexta-feira, devido à situação de calamidade declarada depois da passagem da tempestade Kristin por Portugal continental, na sequência da qual morreram dez pessoas, e tem estado no terreno a visitar os lugares mais afetados.

Nestas declarações aos jornalistas, André Ventura voltou a criticar a atuação do Governo e a "falha na prevenção": "Nós tivemos a depressão da tempestade, mas a atuação do Estado foi uma depressão também verdadeiramente, porque nós não conseguimos ter uma resposta rápida àquilo que as pessoas precisavam".

O candidato presidencial voltou a defender que a isenção de portagens nas zonas afetadas se prolongue no tempo, por "um largo período que abarque toda a reconstrução".