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Assembleia Legislativa Madeira

Venda do hospital dr. Nélio Mendonça divide os partidos

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JPP e PS apresentaram votos de protesto pela anunciada venda do Hospital dr. Nélio Mendonça depois da entrada em funcionamento do novo Hospital Universitário da Madeira.

Élvio Sousa, do JPP, não admite que a venda da unidade de saúde se concretize sem um debate público "transparente". As suspeitas, afirma, "adensam-se quando o Governo diz que tem um estudo interno que diz que a adaptação custa mais de 100 milhões de euros, mas não o torna público".

O hospital, diz, tem de continuar a ser património da Região "inalienável".

Marta Freitas, do PS, também acusa o Governo Regional de "esconder" o estudo de adaptação e considera a alienação, além de ser "um desperdício", uma "afronta à qualidade da saúde na Região".

O PS propõe que o hospital Nélio Mendonça seja adaptado a hospital complementar, com cuidados continuados e que os hospitais dos Marmeleiros e João de Almada sejam transformados em unidades residenciais para idosos.

Gonçalo Maia Camelo (IL) não acompanha os votos de protestos porque recusa a "demagogia" e a carga ideológica imposta. A IL entende que a venda deve ser "esclarecida" e considera que o ideal seria que o imóvel continuasse a ser de interesse público. Rejeita, no entanto, que se considere "inalienável" e admite que possa ter outras utilizações.

Miguel Castro, do CH, reconhece que "o ideal" seria que o imóvel "continuasse ligado aos interesses dos madeirenses", para a saúde ou para outro sector.

Lembra, no entanto, que foi o governo de António Costa que impôs a venda dos hospitais.

Uma posição do governo socialista que também foi recordada por Jaime Filipe Ramos que considera os votos de protesto "prematuros" e que "não é tema para o actual momento político".