Candidatura às Mulheres Socialistas reforça compromisso com a igualdade na Madeira
A candidatura de Carla Eliana Tavares à presidência nacional das Mulheres Socialistas – Igualdade e Direitos realizou uma deslocação de dois dias à Região Autónoma da Madeira, no âmbito de um conjunto de iniciativas destinadas à apresentação do projecto político e ao contacto com estruturas locais.
De acordo com nota de imprensa divulgada pela candidatura, a visita teve como objectivo reforçar o compromisso de "integrar plenamente as regiões autónomas na agenda nacional da igualdade".
Apesar de constrangimentos provocados por condições meteorológicas adversas, que impediram a aterragem no horário inicialmente previsto, o programa inicialmente definido foi mantido.
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Durante a sessão pública realizada na Madeira, foram abordados dados relacionados com a violência no namoro e a violência doméstica na Região, considerados pela candidatura como indicadores que reforçam a "urgência de medidas estruturadas e consistentes".
No âmbito da deslocação, realizou-se também uma reunião com a Associação Presença Feminina, instituição particular de solidariedade social que presta apoio a vítimas de violência doméstica.
A iniciativa contou com intervenções da presidente do PS Madeira, Célia Pessegueiro, da presidente da Comissão Política das Mulheres Socialistas da Madeira, Mafalda Gonçalves, e da mandatária regional da candidatura, Sofia Canha, seguindo-se um debate com militantes.
Segundo a candidatura, a moção de orientação política inclui um capítulo dedicado às regiões autónomas, contemplando propostas como: a integração da dimensão autonómica nas políticas nacionais de igualdade, a monitorização de indicadores de género, o reforço dos mecanismos de protecção social e o cumprimento da legislação relativa à paridade e à transparência salarial.
Durante a visita, houve ainda contactos com projectos de intervenção comunitária, entre os quais o projecto “Arte de Portas Abertas” e a Associação Sócio-Cultural “O Calhau”, no Caniçal.
A candidatura refere que a deslocação pretendeu promover o contacto directo com a realidade regional e contribuir para o reforço do papel das regiões autónomas na estrutura nacional das Mulheres Socialistas.
A insularidade não pode ser fator de agravamento das desigualdades no acesso à saúde, às redes de apoio, às oportunidades profissionais ou à participação política. A coesão territorial constrói-se garantindo que nenhuma mulher é condicionada pelo seu território de residência Carla Eliana Tavares