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Associação defende soluções para que Santa Cruz evolua para um território verdadeiramente acessível

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A Associação Portuguesa das Pessoas com Necessidades Especiais – IPSS | Associação Sem Limites afirma que continuará vigilante, interventiva e colaborante, defendendo soluções concretas, calendarização definida e monitorização pública dos compromissos assumidos, para que Santa Cruz evolua para um território verdadeiramente acessível, seguro e digno para todos.

As declarações surgem no seguimento de uma reunião ocorrida recentemente, com o vice-presidente da Câmara Municipal de Santa Cruz. que detém o pelouro das Obras Públicas, com o objectivo de abordar, de forma direta e prioritária, a situação das acessibilidades e da mobilidade no concelho de Santa Cruz.

Segundo explica em nota à imprensa, esta foi uma oportunidade para analisar o plano de mobilidade municipal, "considerado um instrumento essencial para garantir igualdade de acesso, segurança e dignidade na circulação diária das pessoas com mobilidade reduzida, idosos, pessoas com deficiência e de toda a comunidade".

A associação realça que o vice-presidente da autarquia demonstrou sensibilidade e compromisso relativamente às preocupações apresentadas, nomeadamente a nível das acessibilidades, que "constituem uma área crítica que exige intervenção contínua e determinada". "Foram destacados os esforços já em curso para melhorar significativamente o espaço público, nomeadamente através do alargamento de passeios, eliminação de barreiras arquitectónicas e requalificação de percursos pedonais em várias zonas do concelho, incluindo Gaula, Caniço e o centro de Santa Cruz", aponta.

Já a Associação Sem Limites apresentou igualmente situações concretas que têm chegado ao seu conhecimento através dos cidadãos, designadamente no que respeita à recente intervenção na Estrada das Eiras, bem como à necessidade de reforço e melhoria das condições dos estacionamentos reservados a pessoas com deficiência, quer ao nível da sinalização, quer da fiscalização e adequação às normas técnicas em vigor.

Apesar dos avanços reconhecidos, foi assumido que persiste ainda um caminho exigente a percorrer. A orografia do concelho representa desafios técnicos reais, mas não pode servir de justificação para a ausência de soluções estruturadas e eficazes. A Associação sublinhou que a acessibilidade não é um privilégio — é um direito fundamental consagrado na lei e nos princípios de uma sociedade inclusiva. Filipe Rebelo, presidente da Associação Sem Limites

Apesar destas carências, a associação destaca de forma muito positiva, a abertura demonstrada pelo executivo municipal para o diálogo e para a escuta activa das pessoas que procuram a Associação, reconhecendo o valor do contributo direto dos cidadãos na construção de um concelho mais inclusivo.

Além disso, a associação está "empenhada em contribuir activamente para a melhoria da qualidade de vida de todos os cidadãos, assumindo-se como parceira institucional na identificação de constrangimentos, emissão de pareceres técnicos e apresentação de sugestões, sempre com base no enquadramento legal aplicável, nomeadamente o Decreto-Lei n.º 163/2006 e demais legislação relevante em matéria de acessibilidade".