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Madeira

Madeira vai exigir segundo helicóptero

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O segundo meio aéreo para reforço da capacidade de resposta na Madeira "está inscrito no Orçamento do Estado para 2026", mas continua sem calendário definido para a sua disponibilização, afirmou a Secretária Regional de Saúde e Protecção Civil, Micaela Freitas, garantindo que o Governo Regional irá exigir clarificações à tutela nacional.

“Este ano o segundo meio aéreo está previsto, como no Orçamento de Estado de 2026”, afirmou a governante, sublinhando que a Região irá reunir com o Secretário de Estado no próximo mês para discutir o processo. “Vou reunir com o senhor Secretário de Estado por causa desta questão, que é, no fundo, o segundo meio aéreo disponibilizado pelo Governo da República”, precisou esta manhã à margem do Curso sobre Intervenções em Infra-estruturas de Circulação Subterrânea, dedicado a túneis rodoviários, que decorre esta semana na Calheta e que reúne cerca de 40 formandos provenientes do Continente, distribuídos por duas acções com 20 elementos cada.

Micaela Freitas frisou que o Executivo madeirense acompanha de perto o dossier e quer conhecer os prazos concretos. “Como se sabe, o nosso papel é sempre estar em cima do acontecimento e nós vamos reunir com o senhor Secretário de Estado no próximo mês e vamos ver quais são os prazos que também estão previstos para o fornecimento”, expressou. 

Questionada sobre a existência de garantias quanto à chegada do helicóptero, a responsável admitiu que a referência formal continua a ser a previsão orçamental. “Se nós consideramos que o Orçamento de Estado tem lá previsto o segundo meio aéreo, portanto, é essa a nossa base”, insistiu a governante.

A governante deixou claro que a posição regional passa por exigir o cumprimento do compromisso inscrito no documento financeiro nacional: “O que nós queremos e vamos exigir é que em 2026 esse meio aéreo seja disponibilizado”.

Nesta acção participam operacionais dos Corpos de Bombeiros Voluntários da Covilhã, Castelo Branco e Fundão, sendo a formação assegurada por bombeiros da Região e da Escola Nacional de Bombeiros com experiência operacional e formativa na área, com enfoque em procedimentos de segurança e resposta em ambientes subterrâneos.