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Comunidades Madeira

Presidência do Governo saúda libertação de descendente de madeirenses na Venezuela

Pedro Javier Rodriguez Fernández é o homem de camisola branca ao meio.  Foto DR/X
Pedro Javier Rodriguez Fernández é o homem de camisola branca ao meio.  Foto DR/X

O Governo Regional da Madeira "manifesta a sua profunda satisfação pela libertação de Pedro Javier Rodriguez, médico de 43 anos, cidadão lusodescendente e primeiro descendente de madeirenses a ser libertado após ter estado detido durante três meses na República Bolivariana da Venezuela", lê-se numa nota emitida esta manhã pela Presidência.

A notícia foi avançada ontem ao DIÁRIO uma fonte familiar, informação entretanto corroborada pelo deputado Carlos Fernandes, que acompanha desde a primeira hora estes processos de detenções de presos políticos.

Pedro Fernandes libertado na Venezuela

O médico luso-venezuelano Pedro Javier Fernandes Rodrigues foi colocado em liberdade, após cerca de três meses e meio de detenção na Venezuela, confirmou ao DIÁRIO uma fonte familiar, informação entretanto corroborada pelo deputado Carlos Fernandes, que acompanha desde a primeira hora estes processos de detenções de presos políticos.

"Este desfecho representa um momento de esperança, não apenas para o próprio e para a sua família, mas também para toda a comunidade madeirense e portuguesa residente naquele país", realça.

Na nota, o "Governo Regional da Madeira "regista, igualmente, com expectativa positiva, a iniciativa da Presidente interina da República Bolivariana da Venezuela, Delcy Rodriguez, ao avançar com uma proposta de lei de amnistia destinada a abranger os presos políticos detidos desde 1999, com o declarado propósito de 'sanar feridas' e 'promover a convivência pacífica' no país", citando a governante.

Não obstante este "passo encorajador", o Governo Regional da Madeira "recorda que permanecem ainda detidos cidadãos madeirenses e descendentes de madeirenses por motivos políticos, nomeadamente Juan Francisco Rodríguez dos Ramos, Fernando Venâncio Martínez e Jaime Orlando dos Reis Macedo, situações que continuam a merecer a mais elevada atenção por parte da Região", relembra.

Por isso, garante o gabinete de Miguel Albuquerque, "a Região Autónoma da Madeira prosseguirá, em estreita articulação com as entidades nacionais e internacionais competentes, todas as diligências institucionais e diplomáticas ao seu alcance, com vista à libertação dos cidadãos madeirenses ainda privados da sua liberdade, reiterando a sua solidariedade plena para com as respetivas famílias e com a comunidade portuguesa na Venezuela", assinala.

E reafirma o "compromisso de acompanhar, de forma próxima e permanente, a evolução da situação na Venezuela, mantendo-se firmemente empenhado na proteção intransigente de todos os cidadãos madeirenses e lusodescendentes residentes no exterior", conclui a nota emitida esta segunda-feira.