Emprego na Administração Regional da Madeira caiu ligeiramente para 21.084 postos
Diminuição de 0,3% no final de 2025 em relação a igual período de 2024
No 4.º trimestre de 2025 existiam 21.084 postos de trabalho na Administração Regional da Madeira (ARM), o que em relação ao trimestre anterior (3.º trimestre) representou uma variação "de menos 35 postos de trabalho (-0,2%)" e "observando-se em termos homólogos uma diminuição de 58 postos (-0,3%)", realça hoje a Direção Regional de Estatística da Madeira (DREM) dados divulgados na semana passada pela Direção Geral da Administração e do Emprego Público (DGAEP).
"Comparativamente ao final de 2011 houve uma redução de 269 postos (-1,3%)", acrescenta dados e indicadores que "são apresentados para toda a série" de 15 anos, "de acordo com a estrutura orgânica do XVI Governo Regional da Madeira, constante do Decreto Regulamentar Regional n.º 5/2025/M, de 5 de maio, alterado pelo Decreto Regulamentar Regional n.º 15/2025/M, de 1 de outubro", esclarece.
"Por sua vez, o Instituto de Segurança Social da Madeira, que segundo a classificação de unidades institucionais deve ser apresentado separadamente da ARM, contabilizou 1.194 postos de trabalho em 31/12/2025", contando-se "menos 33 postos de trabalho face ao 3.º trimestre de 2025, e em relação a 31/12/2024 observou-se um decréscimo de 85 trabalhadores (-6,7%)" e "comparativamente a 31/12/2011, contabilizaram-se menos 217 trabalhadores (-15,4%) neste subsector institucional", determina.
Quanto às empresas públicas que não foram classificadas dentro da ARM "tinham a 31 de Dezembro de 2025, 1.963 postos de trabalho, +61 em termos homólogos (+3,2%) e -343 que em 31 de Dezembro de 2012 (-14,9%)", refere.
No "domínio da Administração Local, a 31 de Dezembro de 2025, as onze Câmaras Municipais da RAM eram responsáveis por 3.758 postos de trabalho, +166 (+4,6%) que no final de 2024 e +565 (+17,7%) que em Dezembro de 2011", destaca. "Por sua vez, as 54 Juntas de Freguesias da RAM tinham a 31 de Dezembro de 2025, 186 postos de trabalho, +5 (+2,8%) em termos homólogos e +17 (+10,1%) que em 31 de Dezembro de 2011".
ARM não acompanha subidas
Comparando o sector institucional das administrações públicas a nível nacional, para o período compreendido entre Dezembro de 2011 e Dezembro de 2025, "evidencia reduções apenas nos subsectores dos Fundos de Segurança Social (-19,7%) e da Administração Regional da Madeira (-1,3%)", refere. "Os outros subsectores observaram aumentos, sendo o de maior dimensão relativa, o operado pela Administração Local (+15,4%). Na Administração Regional dos Açores (+10,7%) e na Administração Central (+3,7%) também se registou um incremento. A variação do conjunto das Administrações Públicas foi de +5,3%".
Ainda a nível nacional, "os subsectores que observaram crescimentos face ao final de 2024, foram a Administração Local (+2,9%) e a Administração Central (+1,6%). Os restantes subsectores registaram um decréscimo, face ao período homólogo, de 2,5% nos Fundos de Segurança Social, 1,0% na Administração Regional dos Açores, e 0,3% na Administração Regional da Madeira. A variação homóloga no conjunto das Administrações Públicas foi de +1,7%".
E comparativamente ao trimestre anterior, "a Administração Central (+1,2%) apresentou um crescimento acima da média das Administrações Públicas (+0,9%). Aumentos abaixo da referida média foram registados na Administração Regional dos Açores (+0,7%) e na Administração Local (+0,1%). Os restantes subsectores apresentaram decréscimos na ordem dos 0,2% na Administração Regional da Madeira e 0,6% nos Fundos de Segurança Social", confirma.
Saldo positivo de entradas e saídas invertido
De referir que "entre 2018 e 2023, a ARM registou anualmente um saldo positivo entre entradas e saídas de trabalhadores nas entidades da ARM, no entanto em 2024 e 2025 observou-se um saldo negativo de 334 e 58, respetivamente".
Já no que diz respeito à desagregação por cargo, carreira e grupo, diz a DREM, "o mais representativo é o do pessoal docente com 27,8%, seguido dos assistentes operacionais e dos assistentes técnicos, com 26,0% e 14,1% do total de emprego da ARM, respetivamente", explicado pela "saída de trabalhadores nas carreiras de assistente operacional (saldo líquido entre entradas e saídas de -185), Administração Tributária e Aduaneira (-15) e assistentes técnicos (-13)", que resultaram no "decréscimo homólogo global verificado no 4.º trimestre de 2025. As carreiras com aumentos mais significativos foram as de enfermeiro (+53) e pessoal docente (+47)", afirma.
Carreiras a subir significativamente
"Comparativamente ao final de 2011, a carreira médica (+74,7%), de técnico superior (+61,3%), de técnico de diagnóstico e terapêutica (+25,0%) e de enfermagem (+21,6%) registaram as mais altas taxas de crescimento. Em sentido inverso, os conservadores e notários (-22,7%), o outro pessoal de segurança (-22,2%), os educadores de infância e docentes do ensino básico e secundário (-14,6%), os assistentes técnicos (-12,5%) e os assistentes operacionais (-8,6%) registaram os decréscimos mais representativos", contabiliza perdas e ganhos na ARM.
Por Secretaria Regional (S.R.), a "da Educação continua a ser responsável pelo maior número de trabalhadores, com 9.682 postos de trabalho (45,9% do total da ARM), enquanto as restantes Secretarias mantêm volumes de emprego compreendidos entre os 149 (S.R. de Economia) e os 951 (S.R. das Finanças) postos de trabalho".
Mas se "à ARM se adicionar, o Instituto de Segurança Social da Madeira, as Câmaras Municipais e Juntas de Freguesia da RAM, conclui-se que o emprego público na RAM representava no último trimestre de 2025, 18,7% da população activa (19,8% no mesmo período do ano anterior) e 19,6% da população empregada (21,0% no mesmo período do ano anterior)", faz notar, mas realça que "estas percentagens não incluem as empresas públicas não classificadas no perímetro da ARM (ou seja, aquelas que são consideradas mercantis), nem os Serviços e entidades na dependência da Administração Central que operam na Região".
Menos mulheres no sector público
"No final de 2025, em termos de género, a taxa de feminização na ARM era de 69,0%, significando que quase sete em cada dez trabalhadores eram do sexo feminino, um rácio superior à média das Administrações Públicas do país, onde aquela taxa ronda os 62,7%", ainda que já tenha apontado aos 70% em grande parte deste período entre 2011 e 2025. "A ARM apresenta, com efeito, uma taxa de feminização superior à de todos os outros subsectores, com exceção dos Fundos de Segurança Social (82,2%)", frisa.
Idade média aumenta
Quanto à idade média estimada dos trabalhadores da ARM "era, em Junho de 2025, de 49,7 anos, ligeiramente superior à do ano anterior (49,5 anos)", aponta.
Neste indicador, em Junho de 2025, "as carreiras de oficial dos registos e notariado e de Conservador e Notário apresentavam as idades médias mais elevadas (55,8 e 54,5 anos, respetivamente), enquanto as carreiras investigação científica (37,3 anos) e médica (40,2 anos) detinham as idades médias mais baixas".
Mulheres mais e melhor habilitadas
No que diz respeito às habilitações, "observa-se que mais de metade dos trabalhadores da ARM (57,8%) possui o ensino superior, 21,4% tem apenas o ensino básico e os restantes 20,8%, o secundário. Cerca de 7,1% possuíam um nível de escolaridade superior a licenciatura (6,8% com mestrado e 0,3% com doutoramento)", sendo de "notar que as mulheres apresentam uma proporção superior aos 68,8% revelados pela taxa de feminização referida anteriormente, nos níveis de escolaridade 'ensino secundário' (70,8%), licenciatura (72,2%) e bacharelato (81,2%)", atira.
Melhores ganhos
Por fim, os últimos dados de remunerações que são de Outubro de 2025, a "base média mensal na ARM era de 1.927,0€, superior em 2,2% à média global das Administrações Públicas, enquanto o ganho médio mensal (que corresponde ao agregado das remunerações de base, prémios, subsídios ou suplementos) fixava-se em 2.272,4€, sendo também mais alto que a média global em 0,5%. Face a Outubro de 2024, a remuneração base média mensal na ARM cresceu 6,6% e o ganho médio mensal, 5,2%".