Carnaval da Madeira "está na moda", admite Miguel Albuquerque
Presidente do Governo Regional já endereçou uma carta a António José Seguro
À margem do início do cortejo alegórico, o presidente do Governo Regional, Miguel Albuquerque, destacou a forte adesão do público como o primeiro grande sinal do sucesso da noite.
"A primeira parte já está concretizada, que é a circunstância de termos uma afluência de público imensa. A avenida está toda cheia", afirmou, sublinhando que cerca de 1.700 pessoas integram os 14 grupos participantes. O governante reconheceu, contudo, que o elevado número de participantes coloca desafios à organização, uma vez que o desfile já se estende por cerca de duas horas e meia.
"O que nos está a causar um problema é o excesso de participação. Mas as pessoas querem participar, os grupos são cada vez mais numerosos e isso significa que o Carnaval da Madeira está na moda e tem melhorado todos os anos", frisou, acompanhado do secretário regional de Turismo, Ambiente e Cultura, Eduardo Jesus.
Perante este crescimento, admitiu que poderá ser equacionada uma nova forma organizativa, à semelhança do que acontece com a Festa da Flor este ano. "Vamos pensar numa solução este ano, vamos ver como é que isto corre. Não sei se é possível adaptarmos uma solução semelhante à da Festa da Flor, mas o Carnaval está circunscrito à terça-feira com o Carnaval Trapalhão e o desfile normalmente é ao sábado, portanto não é tão fácil", explicou.
No que toca ao impacto turístico, o presidente revelou que a taxa de ocupação hoteleira ronda os 88,2%, ligeiramente acima do ano passado, apesar de 2025 ter sido um "ano excepcional" para o turismo regional.
Questionado sobre o novo Presidente da República, António José Seguro, Miguel Albuquerque adiantou já ter endereçado uma carta a manifestar total colaboração institucional. O chefe do Executivo madeirense disse esperar que o Presidente da República continue a olhar para as regiões autónomas como "um valor acrescentado do país", destacando a importância estratégica do território e do mar.
O presidente aproveitou ainda para manifestar solidariedade para com as populações afectadas pelas cheias no continente, revelando que a Madeira enviou equipas técnicas para apoiar na reposição da eletricidade em baixa tensão. "Nós estamos solidários. Mandámos as equipas e estão lá a trabalhar", afirmou, agradecendo publicamente aos técnicos envolvidos pelo trabalho realizado em prol das populações afectadas.