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Netanyahu formaliza adesão de Israel ao Conselho da Paz

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Foto Shutterstock

O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, assinou hoje o documento que formaliza a adesão de Israel ao Conselho de Paz, criado pelo Presidente norte-americano, Donald Trump, no âmbito do cessar-fogo na Faixa de Gaza.

"Antes do seu encontro com o Presidente Trump na Casa Branca, o primeiro-ministro Netanyahu registou-se, na presença do secretário de Estado [norte-americano], Marco Rubio, como membro do Conselho de Paz", anunciou o gabinete do chefe do Governo israelita nas redes sociais.

Netanyahu iniciou uma visita oficial aos Estados Unidos, onde será recebido por Donald Trump, após reuniões com o chefe da diplomacia de Washington e os enviados norte-americanos Steve Witkoff e Jared Kushner, com os quais discutiu a situação no Médio Oriente, em plena tensão com o Irão.

Inicialmente, Israel criticou o Conselho de Paz, afirmando que não foi coordenado com Telavive e que contradizia a sua política, segundo o gabinete do primeiro-ministro.

Mais tarde, Netanyahu aceitou o convite de Trump para integrar a nova entidade criada para a Faixa de Gaza, bem como o órgão composto por líderes mundiais com o propósito de atuar em conflitos internacionais.

O Conselho da Paz foi concebido no âmbito do cessar-fogo proposto pelos Estados Unidos para o conflito entre Israel e o grupo islamita palestiniano Hamas na Faixa de Gaza, que está em vigor desde 10 de outubro, e é liderado por Donald Trump.

No mês passado, o líder norte-americano assinou a criação do órgão, à margem do Fórum Económico Mundial, em Davos na Suíça.

Pelo menos 35 chefes de governo e de Estado, incluindo Israel, Argentina, Arábia Saudita e Egito, aceitaram aderir, enquanto outras nações, como França, Espanha e Suécia, recusaram.

A maioria dos membros fundadores anunciados é aliada de Trump e já tinha manifestado apoio, enquanto as grandes potências e quase todos os países europeus se mostraram relutantes em aderir, considerando que o Conselho enfraquece a ONU.

O estatuto concede amplos poderes ao líder da Casa Branca na qualidade de presidente do órgão, como o direito de veto e de definição da agenda, e prevê mandatos permanentes para os maiores contribuintes financeiros.