JP Madeira questiona prioridades do Governo na habitação estudantil
A Juventude Popular da Madeira, juventude partidária do CDS Madeira, remeteu ao Ministro da Educação, Ciência e Inovação, um pedido de esclarecimento quanto à decisão de afectar o antigo edifício do Ministério da Educação, na Avenida 5 de Outubro, à instalação da sede da Universidade Aberta.
A JP Madeira recorda que a decisão surge após a disponibilização de três universidades, com fundos próprios, manifestarem disponibilidade para ali criar residências universitárias, com "453 camas para estudantes deslocados", o que "consubstanciaria uma resposta estrutural e imediata" a uma das maiores dificuldades dos estudantes: "o acesso a alojamento a preços compatíveis com a sua condição".
Num cenário em que "é do conhecimento público a grave crise de alojamento estudantil em Lisboa, marcada por preços especulativos e por uma oferta manifestamente insuficiente", a JP Madeira sublinha que a recusa desta solução "suscita sérias dúvidas quanto às prioridades do Governo da República", por aparentar desconsiderar "as necessidades de estudantes deslocados, incluindo os das Regiões Autónomas".
A JP Madeira alerta que manter a decisão "sem a devida fundamentação pública e sem solução alternativa equivalente" para alojamento estudantil, "representa uma falta de consideração por estudantes e famílias".
A Juventude Popular da Madeira afirma que continuará a lutar pelos jovens madeirenses. "Uma juventude política não existe para se fechar em dinâmicas internas, mas para dar voz a quem mais precisa, representar quem é ignorado e exigir soluções concretas. E essa coragem, a de incomodar quando é preciso, continuará a ser o nosso 'modus operandi'", sublinha.