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Madeira

Madeira já ‘pisca o olho’ aos milhões reservados para a Defesa Nacional

Miguel Albuquerque conta marcar posição no próximo Conselho de Estado, o primeiro do recém-eleito António José Seguro, para quem segue, hoje mesmo, uma carta de felicitações

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Papel decisivo na "frente atlântica" da Madeira foi realçado pelo presidente do Governo Regional, à margem de uma visita a uma loja de bordados, no Funchal.

O presidente do Governo Regional espera começar a trabalhar com o novo Presidente da República sobre os temas que dizem respeito à Madeira logo depois da tomada de posse daquele. Um dos assuntos que se incluem nesse conjunto prende-se com o financiamento para a Defesa e a Segurança Nacional e o papel estratégico que a Região poderá ter no posicionamento geopolítico com os Estados Unidos da América.

Confrontado com o facto de ainda não ter endereçado, publicamente, cumprimentos a António José Seguro pela vitória alcançada no passado domingo, nas Eleições Presidenciais, Miguel Albuquerque fez saber que, ainda hoje, uma sairá da Quinta Vigia uma carta de felicitações pela eleição, mostrando-se esperançado num bom relacionamento com o novo Chefe de Estado, esperando que o mesmo dê uma “atenção especial às regiões autónomas”.

Perspectivando já os assuntos que serão abordados no primeiro Conselho de Estado com o novo Presidente da República, que terá como tema a Defesa e a Segurança Nacional, com destaque para a nova Lei de Defesa Nacional e o financiamento de 5.800 milhões destinados à área da Defesa, o presidente do Executivo regional aponta que tais assuntos têm de ser articulados com a Madeira, "porque as regiões autónomas, aí, vão ter um papel decisivo nesta frente atlântica", justificou. 

Miguel Albuquerque aproveitou para reafirmar a ideia de que o Presidente da República tem de ter um papel mais activo nos assuntos nacionais. "Eu acho que esta ideia de que o Presidente da República é um 'bibelot' em Belém não tem muito sentido, porque o Presidente da República, num sistema de governo semipresidencial, pode influenciar as decisões dos governos", sustentou. 

Notando a "legitimidade muito forte" decorrente da eleição do Chefe de Estado por sufrágio, Albuquerque entende que o mesmo "pode, no quadro da sua intervenção no regular do funcionamento das instituições, e mesmo na política externa, na política de segurança, tem um papel político e activo", que no quadro das regiões autónomas pode ter abrangência em assuntos como o Subsídio Social de Mobilidade.