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"O meu lugar está permanentemente à disponibilidade"

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O ministro da Administração Interna disse hoje que o seu lugar "está permanentemente à disponibilidade" do primeiro-ministro ao ser questionado se, perante os acontecimentos nas acampadas do Porto e Lisboa, o colocou à disposição.

"Relativamente à questão do meu lugar é uma questão de uma verdade 'La Palice'. O meu lugar está permanentemente à disponibilidade do sr. primeiro-ministro", declarou Luís Neves aos jornalistas, na Marinha Grande, distrito de Leiria, onde presidiu à comemoração do 127.º aniversário da corporação de bombeiros locais.

Sobre o pedido do secretário-geral do PS, que exigiu a sua presença urgente no parlamento para explicar o planeamento e a execução das operações policiais nas acampadas, considerando "inaceitável" o uso desproporcionado da força, o governante referiu que José Luís Carneiro tem toda a legitimidade.

"Não escutei aquilo que o sr. secretário-geral do Partido Socialista referiu. Tem todo o direito, toda a legitimidade saudável de auscultar, seja quem for, neste caso a minha pessoa", declarou Luís Neves.

Quanto ao anúncio do advogado Ricardo Sá Fernandes, que representa manifestantes da acampada de Lisboa, de que vai avançar com participação criminal contra o ministro da Administração Interna e o diretor nacional da PSP após a carga policial desta madrugada, Luís Neves garantiu disponibilidade para prestar esclarecimentos.

"Estou disponível permanentemente para prestar os esclarecimentos às autoridades do Estado, seja no parlamento, que tem o poder legislativo, seja no poder judicial. Estou muito tranquilo relativamente àquilo que é feito e, por isso, em qualquer momento, em qualquer local que seja chamado, prestarei todos os esclarecimentos necessários para que se perceba, de facto, aquilo que é a verdade dos acontecimentos", acrescentou.

Praticamente em simultâneo, a partir das 04:30 de hoje, a Polícia de Segurança Pública (PSP) avançou sobre os manifestantes concentrados nas acampadas em Lisboa e no Porto para que desmobilizassem, retirando tendas e detendo 13 pessoas, tendo-se registado vários feridos, inclusive polícias.

Em Lisboa, escassos minutos após o início da carga policial da PSP, com petardos e bastonadas, a Praça D. Pedro V ficou vazia. Os manifestantes foram expulsos à bastonada pelos vários acessos ao Rossio.

No Porto, a PSP destruiu o acampamento montado na Praça D. João I. Os manifestantes resistiram, gritando que a sua ação era pacífica, à medida que a força policial avançou, com recurso a bastões e a cães, empurrando-os até à Rua Dr. Magalhães Lemos.