Polícia britânica detém sétimo suspeito de terrorismo contra base aérea
Um sétimo homem foi detido por suspeita de terrorismo relacionado com uma base aérea britânica usada pelos Estados Unidos, anunciou hoje a polícia.
O homem de 22 anos, de nacionalidade britânica, foi detido na zona de Westminster, no centro de Londres, por "suspeita de preparação de atos terroristas, ao abrigo da Secção 5 da Lei do Terrorismo de 2006".
A polícia indicou ter feito buscas num imóvel no mesmo bairro.
"Esta continua a ser uma investigação em curso e as nossas equipas especializadas continuam a seguir várias linhas de inquérito sobre as circunstâncias que rodeiam os acontecimentos ocorridos perto da Base Aérea da RAF Fairford", explicou a Coordenadora Nacional Sénior da Polícia Antiterrorista, Vicki Evans, num comunicado.
A responsável disse que as autoridades continuam a "investigar todas as hipóteses" para "identificar a motivação por trás dos acontecimentos" junto à base militar.
Os outros seis homens, com idades entre os 23 e 25 anos, foram todos libertos, mas continuam a ser investigados.
Dezenas de residentes foram evacuados das suas casas nas proximidades da base aérea RAF Fairford na madrugada de 27 de setembro devido à suspeita de um atentado terrorista iminente.
Agentes da polícia armados e peritos em desativação de explosivos do exército rural foram mobilizados para aquela zona rural após a detenção de cinco homens.
A polícia afirmou ter encontrado uma quantidade significativa de um acelerante -- gasolina -- em três carrinhas ligadas aos cinco suspeitos, mas nenhum explosivo.
Posteriormente, um homem de dupla nacionalidade britânica e iraniana também foi detido e o primeiro-ministro Andy Burnham afirmou existirem "fortes indícios" de que o Irão esteve envolvido no incidente.
Entretanto, os Estados Unidos retiraram nos últimos dias todos os bombardeiros que tinham destacados na base para ataques "defensivos" contra Teerão durante o conflito no Médio Oriente.
O Presidente norte-americano, Donald Trump, justificou que a medida foi tomada devido a ameaças de agentes ligados ao Irão.