Deputados do PSD-Madeira exigem libertação de luso-venezuelanos
Paulo Neves e Carlos Fernandes reuniram-se com o ex-preso político Jesús Armas, na Assembleia da República, e manifestaram preocupação com a situação de Fernando Venâncio e Juan Francisco Rodríguez dos Ramos
Os deputados do PSD/M Paulo Neves, eleito à Assembleia da República, e Carlos Fernandes, eleito à Assembleia Legislativa da Madeira, defenderam a libertação dos presos políticos que permanecem detidos na Venezuela, com especial preocupação pelos cidadãos luso-venezuelanos Fernando Venâncio e Juan Francisco Rodríguez dos Ramos.
A posição foi assumida durante um encontro, na Assembleia da República, com o activista venezuelano Jesús Armas, que esteve preso durante 14 meses e relatou aos parlamentares os episódios de tortura e as dificuldades que enfrentou durante a detenção.
Assumimos a nossa particular preocupação com a situação dos cidadãos Luso-venezuelanos que permanecem detidos, nomeadamente o empresário Fernando Venâncio e o coronel Juan Francisco Rodríguez dos Ramos e continuaremos a trabalhar para que possam recuperar o direito à liberdade, até porque não podemos falar de uma verdadeira transição democrática na Venezuela enquanto existirem presos políticos.
A reunião permitiu igualmente abordar a evolução das negociações entre os representantes da Assembleia Nacional venezuelana eleita em 2015 e o actual Governo daquele país, bem como os desafios associados ao processo de transição política.
Outro dos assuntos em destaque foi a situação da comunidade portuguesa residente na Venezuela, estimada pelos sociais-democratas em mais de 400 mil pessoas, muitas delas de origem madeirense.
“Seja no Parlamento Regional, seja na Assembleia da República, nós, deputados do PSD/M, continuaremos a fazer ouvir a voz da nossa comunidade na Venezuela, sendo que a defesa dos nossos compatriotas, da sua segurança e dos seus direitos é um compromisso que assumimos e que vamos continuar a cumprir”, asseguraram.
Paulo Neves e Carlos Fernandes consideram que a Venezuela atravessa um período decisivo, defendendo que o processo político em curso deve permitir a construção de um país “onde todos os cidadãos possam viver em segurança, sem medo e, acima de tudo, com esperança no futuro”.
Os parlamentares garantem que continuarão a acompanhar a situação dos portugueses e luso-descendentes naquele país, recorrendo aos instrumentos políticos e institucionais disponíveis nos parlamentos nacional e regional para defender os seus direitos e insistir na libertação dos presos políticos.