Imposto Único de Circulação
Chamam-lhe Imposto Único de Circulação (IUC), mas de “único” não tem nada. Embora pague “apenas” cerca de 145€ de IUC pelo meu carro, a verdade é que pago cerca de 1600€ de imposto de circulação por ano. Como? Através do ISP e taxas ocultas no combustível.
Contas feitas: com 18.000 km anuais e um consumo de 6,5 l/100km, gasto 2340€ por ano a um preço médio de 2€/litro. Sabendo que cerca de 60% do preço do combustível vai diretamente para o Estado em impostos, deixo nas bombas 1404€ anuais em carga fiscal (117€/mês). Somando os 145€ do dito imposto “único”, a fatura ultrapassa os 1500€anuais. Na Madeira, um veículo a combustão paga, em média, entre 1200€ a 2000€ de verdadeiro imposto de circulação por ano, fora o custo do combustível que realmente consome. E, as oficinas ainda nos levam “couro e cabelo” na manutenção mais 22% IVA (Madeira); mais o seguro e mais novos impostos; inspeção e mais impostos...!
O Governo devia, urgentemente, equilibrar o preço dos combustíveis - antes que este buzinão passe a (mais pancada) nacional. Um carro a gasóleo pode “beber” menos um litro aos 100km, mas acarreta despesas de manutenção severas que a gasolina não tem. Para além disso, urge dividir as contas com os elétricos - desculpem lá - com um IUC específico para esses, pago em 2 ou 3 vezes, tendo em conta uma média de quilometragem anual. Não podemos ser apenas nós, os condutores de veículos a combustão, a pagar as estradas que todos utilizam (e precisam). O atual modelo fiscal automóvel é uma ilusão e uma injustiça diária para quem precisa de andar na estrada.
PS(d).: “Obrigadinho” pela ajuda no ISP de -0,002 cêntimos na última semana... Mas, acho que falo pela maioria, ao pedir que o ISP baixe de 60 para pelo menos 30%.
Duarte de Sousa Melim