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Universidade de Portalegre abre inquérito sobre eventual assédio sexual entre alunos

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A Universidade Politécnica de Portalegre (UPP) abriu um inquérito interno para apurar a veracidade de uma denúncia de alegada tentativa de assédio sexual entre alunos da instituição, revelou hoje à agência Lusa o respetivo vice-reitor.

O vice-reitor da UPP, Fernando Rebola, explicou que a instituição não recebeu "uma denúncia formal", mas teve conhecimento deste caso "através das redes sociais" da universidade.

"É uma denúncia de alguém que identificou uma situação em que, alegadamente, terá ocorrido um caso, que não é propriamente de abuso sexual, mas de assédio", disse.

Fernando Rebola indicou ainda que este eventual assédio sexual não terá ocorrido em instalações da UPP.

Após a denúncia, realçou, a universidade politécnica procurou, "imediatamente, face à gravidade" da situação, perceber o que aconteceu, pelo que abriu um processo de inquérito para apurar os factos.

"Estamos a procurar identificar os contextos, as situações, ouvindo as várias testemunhas envolvidas e, havendo matéria sobre a qual tenhamos que agir, iremos naturalmente passar do inquérito para a fase do processo disciplinar", assinalou.

O responsável fez ainda questão de sublinhar que este alegado caso "não ocorreu numa situação de praxe".

"Foi anterior à semana das praxes [na UPP] e nem se trata de uma situação com estudantes acabados de chegar, já eram nossos estudantes, pelo que nós percebemos", acrescentou.

Contactada pela Lusa, fonte do Comando Distrital de Portalegre da PSP, disse desconhecer esta situação e indicou que, até à data, a Polícia não recebeu qualquer queixa ou denúncia.