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Uma ligação que abre futuro

O teleférico e a estrada não competem entre si; cumprem funções diferentes e podem integrar um modelo de mobilidade que una as zonas altas

A Festa da Castanha mostra o valor de quem trabalha a terra e mantém viva a economia do Curral das Freiras. A melhor forma de homenagear esses agricultores é garantir que a freguesia tem condições para produzir, atrair visitantes e oferecer futuro às famílias. É essa a ambição dos investimentos que temos preparados para as zonas altas e para o conjunto do concelho.

No Curral, os 12 fogos previstos podem ajudar a fixar famílias e a dar resposta a quem quer continuar a viver na freguesia. A Unidade Local de Proteção Civil reforçará a prevenção e a capacidade de resposta numa zona onde os acessos e a orografia tornam a preparação particularmente importante. Habitação e segurança são condições para uma comunidade crescer com confiança.

No Jardim da Serra, estão projetados mais 36 fogos. São 48 novas habitações previstas entre as duas freguesias, um investimento expressivo para aumentar a oferta e criar condições para que mais pessoas permaneçam nas zonas altas. A esse esforço juntam-se a nova estrada da Igreja, a rede de saneamento básico a realizar pela ARM e a Quinta Ciência Viva. Em conjunto, estas intervenções podem melhorar a vida diária, abrir uma nova centralidade e gerar atividade económica.

A estrada da Igreja merece destaque porque uma ligação melhor muda a forma como se vive e trabalha na freguesia. Facilita deslocações, aproxima casas e serviços e melhora o acesso às explorações agrícolas. O saneamento, por sua vez, leva uma infraestrutura essencial às famílias e protege a saúde pública e o ambiente. E a Quinta Ciência Viva pode trazer visitantes, desde que a dinâmica criada se estenda aos produtores, aos pequenos negócios e aos produtos locais, da cereja à castanha.

É entre o Curral das Freiras e o Jardim da Serra que temos de dar um passo mais ambicioso. Defendo uma ligação rodoviária entre as duas freguesias. É necessária para a mobilidade quotidiana, para os moradores, para os agricultores e para os serviços de emergência. A proposta de teleférico pode acrescentar uma ligação turística de grande valor, aproximar as duas freguesias e criar novas oportunidades de emprego e negócio. O teleférico e a estrada não competem entre si; cumprem funções diferentes e podem integrar um modelo de mobilidade que una as zonas altas, melhore os acessos e valorize o que cada freguesia tem para oferecer.

É essa visão que o projeto social-democrata da Câmara em conjunto com o Governo tem para oferecer e chegar às cinco freguesias. No Estreito, os investimentos na habitação, no Caminho Agrícola da Vargem, na Estrada da Casa Caída e na requalificação do centro respondem a necessidades de moradores e produtores. Na Quinta Grande, a segunda fase da requalificação do centro, o Caminho da Terra Chã e as novas habitações podem melhorar os espaços públicos e reforçar a vida local. Em Câmara de Lobos, a valorização do Varadouro e da Baía, a par da resposta habitacional, contribui para qualificar a cidade e a sua frente marítima.

Cada projeto tem uma função própria, mas o resultado que procuramos é comum. Uma estrada serve quem se desloca e quem produz; uma casa dá estabilidade a uma família e movimento à freguesia; saneamento e proteção civil aumentam a qualidade de vida e a segurança; um novo polo de visita pode abrir mercado aos produtores locais. É assim que o investimento público gera benefícios que se prolongam para além da obra.

A agricultura continua a ser parte essencial da identidade e da economia do concelho. A Festa da Castanha dá-lhe visibilidade, mas precisamos de criar melhores condições para que os produtos cheguem a mais pessoas e o rendimento permaneça junto de quem os produz. A ligação entre mobilidade, habitação, turismo e atividade agrícola é decisiva para transformar os recursos locais em oportunidades.

A nossa visão social-democrata parte de uma ideia simples de que as oportunidades devem chegar a todas as freguesias. Por isso, queremos um concelho em que viver no Curral, no Jardim da Serra, na Quinta Grande, no Estreito ou em Câmara de Lobos não limite o acesso a uma casa, a bons serviços, a mobilidade e a trabalho. Com 48 fogos previstos nas zonas altas e investimentos preparados nas cinco freguesias, estamos a dar passos concretos nessa direção. Um concelho ligado é um concelho onde cada comunidade pode crescer e participar no futuro comum.