PCP denuncia salários abaixo do mínimo regional
O PCP denunciou esta quarta-feira uma situação de desigualdade salarial que, segundo o partido, afecta trabalhadores da Administração Pública Central e da Universidade da Madeira, cujas remunerações mais baixas serão inferiores ao salário mínimo regional.
A denúncia foi feita durante uma jornada de contacto com trabalhadores, junto ao Campus Universitário da Penteada, integrada na campanha "Romper com Injustiças – Novo Rumo, uma Vida Melhor".
O dirigente do PCP Ricardo Lume considera "não aceitável" que trabalhadores sob tutela do Estado recebam salários inferiores ao mínimo definido para a Região, responsabilizando o Governo da República, PSD/CDS, e apontando também responsabilidades ao Governo Regional.
Segundo os valores apresentados pelo partido, o salário mínimo regional é de 980 euros, enquanto o salário mínimo nacional se fixa nos 920 euros. A diferença é de 60 euros mensais, que o PCP calcula corresponder a 840 euros por ano.
Ricardo Lume defende que os custos de vida na Madeira, incluindo os encargos associados à insularidade, justificam a existência de um salário mínimo regional superior ao nacional.
"É preciso acabar com esta injustiça salarial. Os trabalhadores da Administração Pública Central e da Universidade da Madeira não podem continuar a ser penalizados por trabalharem para o Estado, cuja remuneração mínima fica abaixo daquela que está definida para a Região", afirmou.
O PCP exige medidas para assegurar a valorização salarial destes trabalhadores e defende que ninguém que trabalhe na Madeira deve receber menos do que o salário mínimo regional.