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Empresas portuguesas veem novas oportunidades em energia, infraestruturas e agroindústria na Venezuela

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Foto Lusa

A conjuntura atual na Venezuela está a criar oportunidades de negócios para as empresas portuguesas e luso-venezuelanas, em áreas como a energia, infraestrutura e agroindústria, disse hoje o porta-voz da Câmara de Comércio Venezuelana Portuguesa (CavenportVe).

"O momento é mais que oportuno. Depois do 03 de janeiro de 2026 [intervenção norte-americana que levou à captura do presidente Nicolás Maduro], a Venezuela mudou. Há um antes e um depois. As oportunidades e a dinâmica das oportunidades de negócio estão voando", disse.

António Ramirez Uzcategui falava à agência Lusa em Caracas, à margem de um encontro empresarial luso-venezuelano que teve lugar no Chuao Business Center com o propósito de "reforçar as relações e a colaboração entre as câmaras de comércio bi-nacionais" locais e "figuras do mundo empresarial e diplomático".

"A relação de Portugal com a Venezuela, e inclusive com os Estados Unidos, está a ser um triângulo perfeito para avançar nos negócios de mão dada com as câmaras de comércio, empresários locais, empresários portugueses e americanos", disse.

O porta-voz da CavenportVe explicou que há oportunidades em áreas fundamentais como a energia e a infraestrutura.

"Mas, para empresas portuguesas, há áreas importantíssimas, como a agroindústria, hotelaria, importação e exportação", disse, insistindo que "há muitas coisas por fazer" na Venezuela.

António Ramirez Uzcategui acrescentou que essas oportunidades incluem a reconstrução do estado de La Guaira, a região do país mais afetada pelo duplo sismo de 24 de junho último.

"Agora mesmo, há uma relação entre o Governo dos Estados Unidos e o Governo interino [da Venezuela], através de empresas internacionais, com fundos manejados pela oficina do Tesouro dos EUA para avançar com a atividade de reconstrução do estado La Guaira (...). Então, a reconstrução está em marcha", disse.

Frisou que se trata de um processo que requer atividades específicas com empresas de nível e qualidade e de forma transparente.

"La Guaira e Caracas concentram a zona de desastre, mas se está trabalhando para que essa comunidade [empresarial afetada] ressurja, e as pessoas voltem a fazer negócios, vida, no comercial e industrial", disse.

Para António Ramirez Uzcategui, "o mais importante é a participação das empresas portuguesas, que chegam à Venezuela para realizar esse trabalho, em conjunto com empresas locais", lusas e venezuelanas, e "poder fazer alianças, para esse tipo de desenvolvimento, porque há oportunidades".

"A Venezuela mudou e mudou para bem. E essas oportunidades há que as aproveitar", disse.

Frisou ainda que as câmaras de comércio podem ser aliadas importantes e servir de enlace entre empresas e empresários para aproveitar a nova conjuntura de negócios.

"A relação dos Estados Unidos com Portugal é ótima. A relação da Venezuela com Portugal é ótima. Esse triângulo, que inclui a relação que a Venezuela tem agora com os EUA, faz que a oportunidade e a competitividade de Portugal, com relação aos outros países europeus, seja de uma grande vantagem, e, isso há que aproveitar. Acredito que o futuro da Venezuela é positivo e já não há volta atrás", concluiu.

O encontro luso-venezuelano reuniu várias dezenas de empresários e representantes diplomáticos.