Sancho Gomes destaca integração dos madeirenses na Venezuela e abre caminho à cooperação universitária
Visita à Universidade de Carabobo permitiu identificar oportunidades de parceria com a Universidade da Madeira e evidenciar o prestígio alcançado pela comunidade madeirense na sociedade venezuelana.
O director regional das Comunidades e Cooperação Externa, Sancho Gomes, visitou a Universidade de Carabobo, onde foi recebido pelo vice-reitor, professor José Ángel Ferreira, descendente de madeirenses. A deslocação permitiu conhecer uma das principais instituições públicas de ensino superior da Venezuela e identificar oportunidades de cooperação académica entre esta universidade e a Universidade da Madeira.
Universidade de Carabobo abre portas à cooperação com a UMa
Durante a visita, Sancho Gomes percorreu as instalações das faculdades de Direito, Engenharia, Medicina e Economia, bem como o Teatro Universitário, ficando a conhecer a dimensão, as infraestruturas e o funcionamento da instituição.
“Esta é uma das maiores universidades. Não conheço nenhuma universidade em Portugal que tenha esta dimensão em termos de espaço. É também uma universidade de ensino de muita qualidade, nomeadamente nas áreas do Direito, da Medicina e da Economia, frequentada por muitos alunos de origem portuguesa”, destacou.
O governante revelou ainda que o vice-reitor manifestou interesse em desenvolver uma parceria com a Universidade da Madeira. Nesse sentido, a Direção Regional das Comunidades e Cooperação Externa (DRCCE) fará a ponte entre as duas instituições, com o objetivo de promover a cooperação no ensino universitário e criar novas oportunidades de colaboração académica.
Madeirenses presentes nos principais setores da sociedade venezuelana
A presença de responsáveis universitários de origem madeirense foi igualmente destacada por Sancho Gomes como um exemplo da integração e do reconhecimento alcançados pela comunidade na Venezuela.
O diretor regional recordou que, nas duas universidades públicas venezuelanas que considera mais relevantes, existem vice-reitores de origem madeirense, apontando este facto como um sinal do prestígio da comunidade e da sua capacidade de participação nos diferentes setores da sociedade.
“Isto revela, por um lado, a correta integração da comunidade madeirense na sociedade venezuelana e, por outro, o prestígio que a nossa comunidade granjeia neste país”, afirmou.
Sancho Gomes salientou que os madeirenses estão presentes em áreas tão diversas como a educação, a indústria, o mundo empresarial, a advocacia, a saúde e a política, considerando esta abrangência um sinal encorajador do percurso de integração da diáspora.
Acompanhamento das instituições e da comunidade
A passagem pelo estado de Carabobo incluiu também uma visita ao Consulado-Geral de Portugal em Valência, onde Sancho Gomes foi recebido pelo cônsul-geral, Pedro Ataíde, no âmbito dos contactos institucionais e do acompanhamento da comunidade madeirense e lusodescendente.
O programa integrou ainda uma deslocação à Associação de Beneficência Portuguesa Só Bem, em Valência, para acompanhar a execução dos apoios sociais enviados pelo Governo Regional da Madeira, nomeadamente a distribuição dos bens e a preparação das próximas entregas destinadas aos membros mais vulneráveis da comunidade.
A visita oficial de Sancho Gomes à Venezuela, entre 8 e 20 de outubro, decorre no âmbito do acompanhamento da comunidade na sequência dos sismos de 24 de junho, articulando a proximidade às instituições e às famílias com o reforço das relações e das oportunidades de cooperação.