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Madeira

Há 26 anos a TAP condicionava transporte de encomendas para a Madeira

‘Canal memória’ viaja até 2000

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Há 26 anos, fazer chegar uma encomenda urgente à Madeira era um desafio para as empresas de entregas rápidas. O que deveria demorar entre 24 a 48 horas podia prolongar-se por três ou quatro dias, colocando em causa os prazos acordados com os clientes.

Na edição de 19 de Outubro de 2000, o DIÁRIO dava conta das dificuldades sentidas por empresas como a DHL e a Chronopost, que atribuíam os atrasos à falta de capacidade de transporte de carga nos voos da TAP. Perante a ausência de alternativas, algumas empresas recorriam ao envio de encomendas acompanhadas por funcionários, uma solução mais dispendiosa.

Na origem do problema estava a substituição dos Boeing por aviões Airbus A319 e A320, com menor capacidade para transportar mercadorias, numa altura em que o volume de carga aérea tinha aumentado. A situação afectava também os Correios, que já tinham alertado para estas dificuldades.

O problema ameaçava agravar-se com a entrada em vigor do horário de inverno da TAP, no final de Outubro, e a aproximação do Natal, período de maior movimento de encomendas.

Na altura, a companhia aérea, contactada pelo DIÁRIO, reconhecia as limitações, explicando que os seus aviões eram destinados ao transporte de passageiros e que a carga dependia do espaço disponível nos porões. Como alternativa, apontava o aproveitamento da capacidade existente nos voos de fim de semana.

Recorde aqui a edição impressa de 19 de Outubro de 2000 do DIÁRIO