Presidente do Governo diz que a TAP deve garantir ligações à Madeira
O chefe do executivo madeirense defende que a privatização da TAP não pode pôr em causa as ligações aéreas à Madeira e aos Açores. O presidente do Governo Regional tem sustentado que o Estado deve assegurar o cumprimento das obrigações de serviço público e da continuidade territorial, mesmo com a entrada de um novo accionista.
A posição ganha actualidade depois de o Governo da República ter seleccionado a Lufthansa para adquirir até 49,9% do capital da companhia aérea. A proposta prevê a venda de 44,9% a um investidor de referência, ficando até 5% reservados aos trabalhadores. O Estado mantém, nesta fase, a maioria do capital.
A escolha da Lufthansa não conclui o processo. Seguem-se a negociação final e as autorizações regulatórias, etapas que poderão prolongar a operação até 2028. Para a Madeira, a questão central continua a ser a garantia de que a TAP manterá um serviço compatível com as necessidades de mobilidade dos residentes e com a ligação da Região ao continente.