RG3 prepara novas capacidades militares para responder às ameaças do futuro
Luís Monsanto destaca modernização tecnológica, experimentação com drones e preparação de 124 militares na Madeira para uma força de resposta rápida da União Europeia
Apoio à prevenção de incêndios e capacidade de intervenção em situações de emergência continuam a marcar a ligação do Exército à Região
A modernização das capacidades operacionais do Regimento de Guarnição n.º 3 (RG3), na Madeira, e a preparação dos militares para responder a novas ameaças estiveram entre os aspectos destacados pelo comandante das Forças Terrestres do Exército, tenente-general Luís Monsanto, na cerimónia comemorativa do 33.º aniversário da unidade, realizada esta sexta-feira.
O responsável sublinhou a importância de acompanhar a transformação dos cenários de conflito, num contexto em que a evolução tecnológica, os drones, as ameaças híbridas e os novos domínios de operação obrigam as Forças Armadas a adaptar os seus meios e procedimentos. Neste quadro, a experimentação de sistemas não tripulados e o desenvolvimento de capacidades de comunicações e engenharia assumem particular relevância no percurso de modernização do RG3.
A evolução das capacidades militares tem também uma dimensão de interesse directo para a Madeira e o Porto Santo, territórios insulares onde os meios de duplo uso — aptos a apoiar operações militares e missões de protecção e socorro — podem revelar-se determinantes perante diferentes cenários de risco. A preparação para futuras capacidades de defesa antiaérea e ciberdefesa integra igualmente o horizonte de adaptação às novas exigências operacionais.
124 militares preparados para missão europeia
Entre os resultados operacionais com ligação directa à Região, Luís Monsanto destacou a preparação de 124 militares na Madeira para integrarem uma força de resposta rápida da União Europeia, no ciclo de prontidão de 2026-2027.
A participação nesta estrutura multinacional, liderada por Espanha, culminou na certificação da capacidade operacional, identificada como Mission Capable, e envolveu cooperação com o Regimento de Infantaria n.º 50 do Exército espanhol. A preparação evidencia a participação dos militares destacados na Madeira em compromissos internacionais e a importância da interoperabilidade com forças aliadas.
Apoio à Região mantém-se como prioridade
O apoio às autoridades regionais constitui outra das vertentes da presença do Exército na Madeira. Entre as áreas de colaboração está o reforço da vigilância e da prevenção de incêndios rurais, em articulação com a Protecção Civil, numa Região particularmente exposta aos riscos associados às condições meteorológicas e à orografia.
A capacidade de mobilizar pessoal e meios para missões de apoio à população permanece, assim, complementar à missão estritamente militar do regimento.
Ao assinalar os 33 anos do RG3, o comandante das Forças Terrestres enquadrou a evolução da unidade num Exército que procura conjugar a preservação das suas responsabilidades operacionais com a adaptação às exigências de um ambiente de segurança em transformação. Para a Madeira, essa evolução traduz-se não apenas na preparação para missões nacionais e internacionais, mas também na manutenção de uma capacidade militar disponível para colaborar na resposta a situações de emergência.
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