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Madeira

Exército aposta no recrutamento e na retenção de militares

RG3 vai receber cerca de 60 recrutas na próxima semana e intensifica acções para atrair jovens para a carreira militar

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Comandante aponta melhoria das condições de alojamento e liderança como factores para manter efectivos

Atrair novos militares e garantir a permanência dos efectivos são duas das prioridades do Regimento de Guarnição n.º 3 (RG3), assumidas esta manhã pelo comandante da unidade, coronel Musa Paulino, durante a cerimónia comemorativa do 33.º aniversário do Regimento, no Funchal. Na próxima semana, a unidade vai acolher cerca de 60 recrutas para o segundo Curso de Formação Geral Comum de Praças do Exército de 2026, numa estratégia que procura reforçar os recursos humanos e responder às exigências operacionais.

No balanço do último ano, o comandante destacou o esforço desenvolvido para divulgar a carreira militar junto dos mais jovens. O RG3 recebeu centenas de alunos de escolas básicas no âmbito do programa 'Alista-te por um Dia' e organizou o Dia da Defesa Nacional para quase três mil jovens madeirenses que completaram 18 anos.

A par da captação de novos candidatos, a unidade procura também criar condições para manter os militares nas fileiras. "Prosseguimos igualmente o esforço de retenção através da melhoria das condições de habitabilidade, da transparência e da liderança", afirmou Musa Paulino, identificando factores que considera determinantes para consolidar os efectivos.

A formação e a qualificação profissional dos militares e trabalhadores civis constituem outra das apostas do Regimento, através da frequência de cursos internos e externos, com o objectivo de desenvolver competências adequadas às exigências actuais e futuras.

Reforço das capacidades operacionais

O comandante salientou que o investimento nas pessoas acompanha a modernização dos meios e das infra-estruturas. Entre as melhorias concretizadas, destacou a renovação de casernas, a aquisição de mobiliário e a modernização dos equipamentos do ginásio, além de intervenções na carreira de tiro e nas instalações de armazenamento de material de guerra.

Na componente operacional, o RG3 participou em vários exercícios nacionais e internacionais, incluindo o Orion, que permitiu certificar a prontidão de combate da primeira Companhia de Atiradores para integrar o grupo de combate da União Europeia. A unidade contribui ainda com 31 militares para a missão de vigilância do flanco leste da NATO, na Roménia.

A criação da Célula de Experimentação de Drones foi igualmente apontada como um passo na modernização do Regimento, permitindo desenvolver novas capacidades de reconhecimento, vigilância e utilização de sistemas aéreos não tripulados.

Musa Paulino destacou ainda a ligação à comunidade, nomeadamente através da cooperação com o Serviço Regional de Protecção Civil na vigilância das florestas e da disponibilidade para apoiar as populações da Madeira e do Porto Santo.

"O maior activo do Regimento de Guarnição n.º 3 continua a ser os seus militares e trabalhadores civis", afirmou o comandante, defendendo que a prontidão operacional, a inovação e a melhoria das condições de funcionamento dependem, acima de tudo, das pessoas.