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Madeira

Eduardo Jesus quer transformar financiamento europeu em resultados concretos para a Madeira

Secretário regional destacou o potencial dos EEA Grants para reforçar parcerias internacionais e promover projectos nas áreas do ambiente, da economia azul, da cultura e da inclusão social

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O secretário regional do Turismo, Ambiente e Cultura, Eduardo Jesus, defendeu esta manhã, no Funchal, que o financiamento dos EEA Grants deve traduzir-se em projectos concretos e em melhorias efectivas na vida da população madeirense, sublinhando a importância da cooperação internacional para o desenvolvimento da Região Autónoma da Madeira.

Na sessão de abertura do EEA Grants para combater a violência doméstica, no auditório do edifício do Campo da Barca, o governante considerou que esta iniciativa representa uma oportunidade para aproximar a Madeira de novas redes de cooperação, investimento e desenvolvimento. "O desafio que nos é apresentado é, acima de tudo, transformar oportunidades em iniciativas, iniciativas em projectos e projectos em resultados", afirmou.

Eduardo Jesus salientou que a Região partilha a visão de um desenvolvimento mais sustentável e competitivo, orientado para a melhoria da qualidade de vida. Embora reconheça os desafios associados à insularidade, defendeu que esta condição não deve ser encarada apenas como uma fragilidade. Pelo contrário, considerou que as dificuldades podem estimular a criatividade, a capacidade de intervenção e a ambição regional.

O secretário regional emalteceu a importância de estabelecer parcerias duradouras com os três países doadores do mecanismo (Islândia, Noruega e Liechtenstein), defendendo que a cooperação deve prolongar-se para além dos projectos e dos ciclos de financiamento. Na sua perspectiva, a partilha de experiências e conhecimentos entre instituições, empresas, universidades, associações e comunidades pode contribuir para encontrar soluções e evitar erros já cometidos noutros territórios.

Como exemplo da importância da abertura ao exterior, Eduardo Jesus evocou diferentes momentos da história económica da Madeira, desde os ciclos do açúcar e do vinho até ao desenvolvimento do turismo e à integração europeia. "Nos momentos em que nós nos abrimos, desenvolvemos, nos momentos em que nós nos fechamos, não desenvolvemos e até regredimos", afirmou, defendendo que a cooperação internacional deve continuar a ser um instrumento de desenvolvimento regional.

O governante abordou ainda os vários eixos de intervenção associados aos EEA Grants, incluindo a protecção do património natural, a conservação da biodiversidade, a adaptação às alterações climáticas, a utilização sustentável dos recursos marinhos e a valorização da cultura. Sobre esta última dimensão, sustentou que a cultura vai além da preservação da herança histórica, contribuindo para a identidade da Região e para a forma como a Madeira se apresenta ao exterior.

A inclusão social foi igualmente apontada como uma componente essencial do desenvolvimento, numa visão que, segundo Eduardo Jesus, deve articular a sustentabilidade ambiental, a valorização cultural e a coesão social. "No dia em que o foco não for as pessoas, não estamos aqui a fazer rigorosamente nada", declarou.

A concluir, o secretário regional salientou que a disponibilidade de recursos financeiros, por si só, não garante mudanças. O impacto dependerá da qualidade dos projectos, das parcerias estabelecidas e dos resultados alcançados junto das comunidades, defendendo que o objectivo final deve ser produzir uma diferença concreta na vida das pessoas.