Zelensky confirma "preocupações" com Starlink e partilha de informação
O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, confirmou hoje em Londres preocupações relacionadas com o sistema de telecomunicações Starlink e com a partilha de informação por parte dos Estados Unidos.
"Hoje sofremos ataques em grande escala e é realmente lamentável que tenhamos tido algumas dificuldades que gostaria de discutir com o [primeiro-ministro britânico] Andy [Burnham] sobre o Starlink e sobre informações", disse, durante declarações iniciais à chegada a Downing Street.
Zelensky mostrou-se frustrado com "muitas surpresas diferentes com as quais não se deve contar quando se tem uma verdadeira parceria".
Os ataques com mísseis balísticos e drones na terça-feira mataram pelo menos cinco pessoas e feriram 36, segundo a polícia ucraniana.
Kiev queixou-se de falta de informação sobre os ataques russos e de limitações no uso da plataforma Starlink para lançar os próprios drones.
"É claro que não se trata de um cessar-fogo no plano energético; pelo contrário, parece ser, sem dúvida, uma escalada por parte da Rússia", acusou Zelensky.
Nas declarações aos jornalistas, transmitidas pela BBC, o chefe de Estado reiterou estar preparado "para qualquer tipo de cessar-fogo".
"Temos repetido e recordado ao Presidente Trump e a todos os países que, desde o início, mesmo desde o início da ocupação russa, se mostraram dispostas a pôr fim a esta guerra, a sentar-se à mesa e a dialogar", acrescentou.
No encontro em Londres, o primeiro-ministro britânico referiu o apelo lançado no fim de semana pelo Presidente norte-americano, Donald Trump, para um cessar-fogo energético, lamentando que a Rússia tenha respondido com novos ataques contra infraestruturas críticas ucranianas.
"Infelizmente, o que temos visto da parte da Rússia são novos ataques a infraestruturas nacionais críticas na Ucrânia. Fica, mais uma vez, claro para o mundo quem é o agressor neste conflito", denunciou.
Na mesma declaração, Burnham anunciou a aceleração da entrega de sistemas de defesa aérea fabricados no Reino Unido à Ucrânia, garantindo que serão colocados no terreno "o mais rapidamente possível".