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Madeira

Esforço para comprar um T2 na Madeira chega a 72% do rendimento

Prestação absorve 72 euros de cada 100 euros do rendimento líquido de um casal na Região, acima dos 49% da média nacional

Foto DR/ERA Imobiliária/Idealista
Foto DR/ERA Imobiliária/Idealista

A prestação de um apartamento T2 representa 72% do rendimento líquido de um casal com salário médio na Madeira, o valor mais elevado entre as regiões referidas na análise trimestral do Observatório do Imobiliário do Doutor Finanças, divulgada hoje. No terceiro trimestre de 2026, a Região Autónoma da Madeira apresentava um preço médio anunciado de venda de 4.478 euros por metro quadrado, apenas abaixo de Lisboa e Faro.

A nível nacional, o preço médio anunciado das casas subiu 3,4% face ao trimestre anterior, para 3.666 euros por metro quadrado. A Madeira mantém-se, assim, acima da média do País, num mercado em que a capacidade financeira das famílias continua sob pressão.

Apesar de uma ligeira melhoria dos indicadores de acessibilidade à habitação em Setembro, a prestação estimada de um T2 continua a representar 49% do rendimento líquido de um casal com salário médio no conjunto do território nacional. Na Madeira, esse esforço sobe para 72%, enquanto em Faro atinge 65%.

O relatório assinala ainda que os preços anunciados de venda aumentaram na maioria do território nacional. Lisboa e Bragança foram os únicos distritos com descidas, de 1,4% e 0,8%, respectivamente. As maiores subidas ocorreram em Viseu (+12,5%), Castelo Branco (+9,9%) e Viana do Castelo (+9%).

No arrendamento, o preço médio nacional manteve-se praticamente estável, com uma descida de 0,1%, para 15,48 euros por metro quadrado. Lisboa continua a apresentar as rendas mais elevadas, com 19,11 euros por metro quadrado, apesar de uma redução trimestral de 5,4%.

A análise identifica também sinais de maior lentidão no mercado de venda. O tempo médio necessário para vender apartamentos aumentou 25% no terceiro trimestre, para 132 dias, enquanto a taxa de absorção recuou ligeiramente para 1,3%.

O número médio de imóveis disponíveis para venda cresceu 6,9%, para 111.911 casas, embora o Observatório alerte que este aumento deve ser interpretado tendo em conta o alargamento das fontes de recolha de dados nos dois últimos trimestres.