Cuidados ignorados
Jorge Jesus diz que tem a consciência tranquila. E talvez tenha. Mas a frase que fica de mais umas declarações aos jornalistas é outra: “Ninguém pode negar que ele (Ronaldo) é um símbolo.” Pois não. E talvez seja precisamente por isso que devia ter havido mais cuidado neste processo. O craque não deixa de ser símbolo mesmo que tenha reagido a quente. Um símbolo também não deixa de ser humano.
Jesus diz que depois do Dragão falará sobre o assunto. Pois que fale. Mas talvez valha a pena que, quando chegar a altura, todos se lembrem que há uma diferença entre gerir um jogador e lidar com uma figura que ajudou a construir a história da Selecção. E essa diferença também se joga no balneário.
L.R. Silva