Corredor BUS continua a ser 'ignorado' no Funchal
Três semanas depois da entrada em funcionamento das novas faixas reservadas, vários automobilistas continuam a circular pelo espaço destinado ao transporte público
O corredor BUS está lá, a sinalização também. Mas isso não impede que vários condutores continuem a circular pela faixa reservada ao transporte público na Rua 31 de Janeiro, no Funchal.
As imagens recolhidas pelo fotógrafo Hélder Santos/ASPRESS mostram sucessivos automóveis a ocupar o corredor destinado aos autocarros, em diferentes pontos daartéria. Nalguns momentos, a utilização da faixa por viaturas ligeiras é praticamente contínua, retirando-lhe precisamente a vantagem que esteve na origem da sua criação: permitir que o transporte colectivo avance sem ficar preso no trânsito.
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A situação ganha maior expressão por acontecer três semanas depois da entrada em vigor do novo esquema de circulação.
Os novos corredores BUS começaram a funcionar a 2 de Setembro. Na Rua 31 de Janeiro foram criados dois troços, num total de 500 metros. Juntam-se aos 170 metros da Rua 5 de Outubro e aos 105 metros da Rua do Visconde de Anadia, perfazendo 775 metros de faixas reservadas ao transporte público no centro do Funchal.
Corredor existe, mas nem todos o respeitam
Na edição impressa de ontem do DIÁRIO, Marco Lobato, presidente do conselho de administração dos Horários do Funchal, fazia já uma primeira avaliação positiva dos corredores BUS.
Considerou a medida “eficaz”, embora tenha advertido que ainda é cedo para conclusões definitivas e que serão necessários cerca de três meses para cruzar dados como tempos de viagem, entradas e saídas de passageiros e comportamento do trânsito.
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O responsável admitiu mesmo que os corredores poderão vir a ser alargados a outras ruas do Funchal, em articulação com a Câmara Municipal, caso os resultados confirmem os ganhos esperados.
Marco Lobato deixou, contudo, uma ideia que ganha particular actualidade perante estas imagens: algumas alterações à circulação podem ser inicialmente impopulares, mas é necessário “mudar paradigmas” e dar tempo aos utilizadores para perceberem os efeitos das novas soluções.