"As Regiões [Autónomas] vieram trazer um valor acrescentado a Portugal"
O presidente do Governo Regional assumiu, hoje, a importância de reflectir sobre a conquista revolucionária que a autonomia representou. Miguel Albuquerque afirmou que a conquista da Autonomia foi fruto de uma vontade colectiva.
Está a decorrer no Centro de Congressos da Madeira, a cerimónia de imposição das Insígnias Honoríficas dos 50 anos da Autonomia da Região Autónoma da Madeira. A insígnia foi criada para “distinguir, em vida ou a título póstumo, os cidadãos, coletividades ou instituições, portugueses ou estrangeiros, que se notabilizaram por méritos pessoais, profissionais ou institucionais, num contributo e desempenho relevantes para a consagração, preservação, aprofundamento e dignificação da Autonomia da Região Autónoma da Madeira, sendo por isso merecedores de reconhecimento e consideração pública”.
"Hoje, na Madeira, mandam os madeirenses"
João Cunha e Silva lembrou que faz hoje 50 anos que tomou posse o primeiro Governo Regional. O presidente da comissão dos 50 anos de Autonomia explicou que a escolha para os agraciados com as insígnias dos 50 anos de Autonomia, visou aqueles que contribuíram das mais diversas formas para a Região, para o seu crescimento e consagração.
Na sua intervenção, Albuquerque apontou que o processo autonómico é um processo que veio demonstrar que a proximidade da decisão pública significa maior eficácia e aproveitamento dos recursos. “O processo autonómico é um processo de crescimento, de progresso”, indicou. Os níveis de vida estão próximos dos europeus, resultado também de um processo de decisão política.
O presidente do Governo Regional indicou que também se celebra “a maior conquista do Portugal democrático”. “As Regiões vieram trazer um valor acrescentado a Portugal”, frisou Albuquerque. “A autonomia é também um ganho”, assume.
Miguel Albuquerque considera que a Autonomia foi uma oportunidade para a integração europeia. É uma região ultraperiférica que “faz projectar a Europa”.
Na ocasião, chamou a atenção para o facto de a Autonomia exigir capacidade de ter coragem moral e física para continuar em frente.