Preços das casas em Machico disparam 24,5% e lidera preços na Região que sobem 5,4%
O preço das casas na Região Autónoma da Madeira subiu 5,4% em setembro face ao mesmo mês de 2025, segundo o índice de preços do idealista. No final do mês, comprar casa na região custava 3.767 euros por metro quadrado (euros/m2), em valor mediano. Em termos trimestrais, os preços aumentaram 0,8%. Mas foi em Machico que o aumento foi mais significativo, 24,5%, superando os outros dois maiores concelhos, Funchal e Santa Cruz, que ate tiveram subidas modestas.
Entre os municípios da ilha da Madeira, e com a excepção da Ribeira Brava, que registou uma descida de 9,4%, os preços subiram em todos os concelhos analisados. A maior subida anual foi em Machico (24,5%), seguida de Santana (16,2%) e da Calheta (11,9%). O Funchal registou uma subida de 5,3% e Santa Cruz de 4,4%.
No ranking dos preços medianos por metro quadrado, a Calheta mantém-se como o município mais caro para comprar casa, com 4.405 euros/m2, seguida do Funchal (4.066 euros/m2), da Ribeira Brava (3.652 euros/m2), de Machico (3.547 euros/m2), de Santa Cruz (3.064 euros/m2) e de Santana (2.170 euros/m2), que apresenta o valor mais baixo entre os municípios analisados. A ilha de Porto Santo registou uma subida anual de 31,7%, situando-se em 4.142 euros/m2.
A nível nacional, o preço da habitação subiu 7,9% nos últimos 12 meses, situando-se em 3.228 euros/m2.
Por regiões, os preços subiram em todo o país. A maior subida anual foi no Centro (13,3%), seguido do Alentejo (13,2%), da Região Autónoma dos Açores (12,2%), do Algarve (7,8%), da Área Metropolitana de Lisboa (6,8%) e da Região Autónoma da Madeira (5,4%). O Norte registou a subida mais moderada (4,9%).
A Área Metropolitana de Lisboa, com 4.501 euros/m2, continua a ser a região mais cara. Seguem-se o Algarve (4.216 euros/m2) e a Madeira (3.767 euros/m2). Logo depois surgem o Norte (2.606 euros/m2), o Alentejo (2.198 euros/m2) e os Açores (2.101 euros/m2). O Centro, com 1.785 euros/m2, mantém-se como a região mais barata.
Nos distritos e ilhas, os preços subiram em todos os 26 analisados, com exceção da ilha do Faial, que registou uma descida de 5,7%. A maior subida anual foi em Porto Santo (31,7%), seguida da ilha Terceira (24,6%), Guarda (20,5%), Santarém (20,4%), Évora (20,3%), Portalegre (19,8%) e ilha do Pico (18,2%). Também Viseu (16,3%), Leiria (14,5%), Braga (13,9%), Aveiro (13,8%), Coimbra (13,5%), Beja (12,2%) e Viana do Castelo (11,8%) apresentaram valorizações expressivas. Foi em Vila Real (11%), Castelo Branco (10,9%), Setúbal (9,9%), Faro (7,8%), ilha de São Miguel (7,7%), Bragança (7,1%), Lisboa (6,1%), ilha de Santa Maria (5,9%), ilha de São Jorge (5,3%), Porto (5,2%) e ilha da Madeira (4,8%) que os preços menos subiram.
No ranking de preços por metro quadrado, Lisboa mantém-se como o distrito mais caro, com 4.814 euros/m2, seguido de Faro (4.216 euros/m2), da ilha de Porto Santo (4.142 euros/m2), da ilha da Madeira (3.754 euros/m2) e de Setúbal (3.490 euros/m2). Logo a seguir surgem o Porto (3.149 euros/m2) e a ilha de São Miguel (2.392 euros/m2). Com valores intermédios posicionam-se Aveiro (2.130 euros/m2), Leiria (2.102 euros/m2), Braga (2.046 euros/m2), ilha Terceira (1.858 euros/m2), Évora (1.814 euros/m2), Viana do Castelo (1.776 euros/m2), ilha do Pico (1.756 euros/m2), Santarém (1.718 euros/m2), Coimbra (1.702 euros/m2), ilha do Faial (1.694 euros/m2) e ilha de Santa Maria (1.606 euros/m2). Na parte inferior da tabela surgem Beja (1.515 euros/m2), ilha de São Jorge (1.495 euros/m2), Viseu (1.244 euros/m2), Vila Real (1.102 euros/m2), Portalegre (1.053 euros/m2), Castelo Branco (1.015 euros/m2), Bragança (869 euros/m2) e, por fim, a Guarda (753 euros/m2).
Em setembro, os preços subiram em todas as 20 capitais de distrito e regiões autónomas analisadas. As maiores subidas anuais registaram-se em Vila Real (17,8%), Leiria (17,6%), Beja (14,4%), Faro (14,3%) e Guarda (14%). Seguem-se Bragança (13,8%), Santarém (12,8%), Braga (12,6%), Portalegre (12,4%) e Viseu (12,2%). Também Coimbra (11,4%), Évora (10,7%) e Viana do Castelo (10,2%) apresentaram valorizações expressivas. Aveiro (9,3%), Setúbal (9,1%), Porto (9%), Castelo Branco (9%), Ponta Delgada (7,1%), Funchal (5,3%) e Lisboa (4,4%) foram os locais onde os preços menos subiram.
Lisboa mantém-se como a cidade mais cara, com 6.256 euros/m2. Seguem-se o Porto (4.346 euros/m2), o Funchal (4.066 euros/m2) e Faro (3.924 euros/m2). No quinto lugar surge Setúbal (3.214 euros/m2), logo depois de Aveiro (2.826 euros/m2), Évora (2.688 euros/m2), Ponta Delgada (2.575 euros/m2), Coimbra (2.499 euros/m2), Braga (2.396 euros/m2) e Viana do Castelo (2.328 euros/m2). Com valores inferiores a 2.000 euros/m2 estão Leiria (1.980 euros/m2), Santarém (1.805 euros/m2), Viseu (1.756 euros/m2), Beja (1.540 euros/m2), Vila Real (1.538 euros/m2), Portalegre (1.173 euros/m2), Bragança (1.138 euros/m2) e Guarda (1.120 euros/m2). A cidade mais barata continua a ser Castelo Branco, com 1.090 euros/m2.
Recorde-se que o idealista atualizou a metodologia do índice para se adaptar às mudanças do mercado. Os novos filtros permitem identificar e excluir do cálculo produtos como o arrendamento sazonal ou de férias, que não refletem o mercado residencial convencional, e foi reforçada a detecção de valores anómalos com técnicas estatísticas mais robustas. A nova metodologia foi aplicada retroativamente a toda a série histórica, para garantir a comparabilidade dos dados.
O índice analisa os preços de oferta (com base nos metros quadrados construídos) publicados pelos anunciantes do idealista. São eliminados anúncios atípicos e com preços fora de mercado, e descartados os que estão há algum tempo sem interação dos utilizadores. O resultado final é a mediana de todos os anúncios válidos de cada mercado.