2026
Terminou o ano 2025!
Em termos individuais não podemos fazer uma avaliação do que foi 2025, porque a exemplo de todos os anos, para uns foi muito bom, para outros muito mau e para muitas pessoas pautou-se por mais um ano que passou e, como se diz e se ouve “não venha outro pior”.
Porém, dando uma vista de olhos pelo mundo em geral, pela Europa e pelo nosso País em particular, 2025 não deixou a desejar.
As guerras mantiveram-se, o dilema de a qualquer instante poderem alastrar-se foi constante, as calamidades sucederam-se um pouco por todo o lado, deixando, como sempre, um rasto de prejuízos incalculáveis, alguns irreparáveis, de dor e sofrimento que, por mais que tentemos, não conseguimos avaliar em toda a sua profundidade.
Contudo, é bom que se diga, se é verdade que contra as calamidades naturais pouco podemos fazer, já o mesmo não se pode dizer relativamente àquelas, cuja responsabilidade pertence inteiramente ao Homem.
Especialmente a determinados homens do poder a quem o diabo lhes conferiu o direito de governarem alguns países e que pelo seu egoísmo, a sua ganância, a sua imbecibilidade, incompetência e insensibilidade, mais não fizeram do que espalhar o terror, a morte, a angústia, a tremenda infelicidade a milhões de pessoas um pouco por todo o mundo.
2025 –O ano não tem culpa – serviu de berço das mais profundas, hediondas e diversificadas atrocidades que só pedimos a Deus que 2026 não dê continuidade, se bem que, por mais fé que tenhamos, custa-nos a acreditar que aconteça.
- O nosso País, infelizmente, também não esteve bem. É claro que não fomentou guerras, nem as apoiou, também não teve culpa das intempéries que sofreu e das enormes e tristes consequências que causou, mas nos incêndios que ano após ano vai desfigurando e devastando o País e levando a destruição de bens e haveres e consequente infortúnio a várias famílias portuguesas já não isentamos de responsabilidades os que têm vindo a governar o País de há uns anos a esta parte e muitos dos que estão confortavelmente instalados na Oposição.
Olhando o estado da Justiça, da Saúde ,da Segurança, do Ensino, que não é de hoje, nem de ontem - aliando à violência doméstica e não só, aos roubos, às fraudes, aos casos concretos ou de suspeição de corrupção, crimes de várias espécies que quase todos os dias surgem nos noticiários, só nos apetece perguntar:-como foi possível chegar a este descalabro?
Todavia, porém, 600 mortos num ano, mais os feridos graves que deram provavelmente lugar a muitos incapacitados para a vida inteira, nas estradas portuguesas, num País tão pequeno como o nosso, já nos dá parte da resposta à pergunta do parágrafo anterior.
Só Deus nos pode ajudar para que 2026 seja melhor, mas desconfiamos de que ELE já nos voltou as costas farto de nos estender a mão e de ver que não aproveitamos.
Presumimos que, já nem no Reino dos Céus há paciência para nos aturar!
Juvenal Pereira