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Transpor a fronteira para 2026

O início de cada ano marca de forma simbólica e significativa o encerramento de uma etapa e o começo de outra, constituindo um momento que nos convida à reflexão sobre o que se passou e principalmente à projeção do que está para chegar. Não se trata de prever o futuro mas antes antecipar cenários e identificar oportunidades baseadas em tendências estruturais que permitam criar estratégias para a construção de um futuro melhor.

A renovação de cada ciclo desperta em cada um de nós uma natural expetativa sobre os desafios que teremos de enfrentar, as oportunidades que poderão surgir assim como os objetivos que pretendemos alcançar.

Num tempo de balanço avaliamos as vitórias e as derrotas e recordamos as conquistas, aprendendo com os erros num processo de melhoria contínua.

Transpor a fronteira para 2026 é um momento de gratidão e valorização das pessoas e das experiências que construíram o nosso percurso individual e coletivo.

O novo ano reserva-nos de acordo com dados mais recentes a propagação da designada inteligência artificial passando da atual simplicidade para comandos cada vez mais complexos em diferentes áreas e serviços, otimizando processos e executando tarefas por exemplo na saúde com uma abordagem cada vez mais personalizada.

No setor económico assistiremos a profundas transformações nomeadamente a nível da economia circular com novas abordagens nas condições de consumo e na prestação de serviços, a transição energética deixará de ser uma meta para se tornar uma necessidade imediata atendendo ao impacto das alterações climáticas no nosso planeta. Haverá estabilização de novas tecnologias como o hidrogénio verde assim como a propagação de baterias de nova geração. Espera-se que os bancos centrais estabilizem as taxas de juros suscitando maior confiança e permitindo um melhor planeamento dos investimentos a médio e longo prazo para empresas e famílias.

A nível global as mudanças conduzirão à consolidação de novas alianças e rotas comerciais, com expansão das economias emergentes em claro confronto com as atuais sete maiores economias democráticas e avançadas do mundo representadas pelo (G7) o que originará alteração das cadeias de abastecimento global, assim como o aumento das tensões geopolíticas onde a cibersegurança ocupará um lugar fundamental nas instituições e na defesa nacional de cada país.

Enquanto o país discute uma proposta de alteração a legislação laboral que passa ao lado dos avanços tecnológicos, assistiremos a uma forte integração da inteligência artificial nos ambientes de trabalho cada vez mais híbridos e conectados, com substituição de muitos postos de trabalho onde a pressão será maior na alteração dos tradicionais padrões de organização do tempo de trabalho, com alargamento do trabalho remoto e a individualização de tarefas, exigindo ao trabalhador novas aptidões para o exercício de funções num contexto de vertiginosa mudança.