Trump divulga fotos da "sala de crise" improvisada na sua casa de férias durante captura de Maduro
O Presidente norte-americano, Donald Trump, publicou hoje imagens da "sala de crise" ("situation room") improvisada na sua residência de férias em Mar-a-Lago, na Florida, onde seguiu a operação que culminou na captura do líder venezuelano Nicolás Maduro, em Caracas.
As fotos foram publicadas na rede social de Trump, a Truth Social, depois de ter divulgado, na mesma plataforma, uma imagem de Nicolás Maduro algemado com os olhos vendados, a bordo de um navio militar americano, com destino a Nova Iorque, onde irá ser julgado por acusações de narcoterrorismo.
Segundo a agência espanhola EFE, um conjunto de 17 imagens da "sala de crise" mostram Trump, mas também os secretários de Estado, Marco Rubio, e da Defesa, Pete Hegseth, e o chefe do Estado-Maior Conjunto, Dan Caine, "numa sala com paredes e janelas cobertas por cortinas pretas para garantir privacidade".
Embora seja mais comum este tipo de operação secreta ser monitorizada a partir da "sala de crise" da Casa Branca, em Washington e com acesso reservado, neste caso foi monitorizada de Mar-a-Lago, na Florida, onde Trump passou a época festiva, nomeadamente a passagem do ano.
Batizada como "Resolução Absoluta", a missão foi executada entre a noite de sexta-feira e a manhã de hoje por diversas agências federais, incluindo a CIA, que reuniram todas as informações necessárias para localizar Maduro, estudar a sua rotina e determinar o momento ideal para agir após meses de preparação.
Os Estados Unidos lançaram hoje "um ataque em grande escala contra a Venezuela", para capturar e julgar o líder venezuelano, Nicolás Maduro, e a mulher Cilia Flores, e anunciaram que vão governar o país até se concluir uma transição de poder.
O anúncio foi feito por Donald Trump, horas depois do ataque contra Caracas, não sendo ainda claro quem vai dirigir o país após a queda de Maduro. O chefe de Estado norte-americano admitiu uma segunda ofensiva contra o país se for necessário.
O Governo venezuelano denunciou a "gravíssima agressão militar" dos Estados Unidos e decretou o estado de exceção.
A comunidade internacional tem-se dividido entre a condenação aos Estados Unidos e saudações pela queda de Maduro e o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, expressou a sua "profunda preocupação" com a recente "escalada de tensão na Venezuela", alertando que a ação militar dos Estados Unidos poderá ter "implicações preocupantes" para a região.