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Região Oeste com 875 ocorrências desde terça-feira

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Foto Lusa

O mau tempo provocou 875 ocorrências desde as 16:00 de terça-feira até às 11:00 de hoje na região Oeste, mobilizando 3.000 operacionais e 991 veículos, disse hoje o Comandante do Sub-Comando de Emergência e Proteção Civil do Oeste.

"Temos muitas ocorrências, nomeadamente no concelho de Alcobaça e sobretudo na freguesia de Pataias", especificou Carlos Silva em declarações à agência Lusa.

Segundo o responsável, o número de ocorrências deverá aumentar durante o dia para as 1.200 a 1.300, à medida que os registos forem sendo introduzidos no sistema informático, tarefa que está ser dificultada pelos problemas nas telecomunicações.

"A queda de estruturas e de árvores vai continuar a acontecer", alertou ainda.

O comandante regional adiantou que "a maior preocupação se prende com a falta de eletricidade" na região, em especial nos concelhos de Alcobaça e Nazaré, no distrito de Leiria, estimando que 60% desses territórios possa estar sem eletricidade.

"É uma situação que compromete também o abastecimento de água porque, sem eletricidade, deixa de haver bombagem da água. Por isso temos viaturas a abastecer os depósitos de água para esta não faltar" sobretudo em Alcobaça, mas também Óbidos (distrito de Leiria), Torres Vedras, Cadaval e Lourinhã (distrito de Lisboa).

O número de desalojados (14) permanece sem alterações, tal como o de feridos (quatro).

"Das 43 pessoas deslocadas, 40 já regressaram ao acampamento em Peniche, mantendo-se três deslocadas e 14 desalojados, que foram realojados em segundas habitações, em casa de familiares ou em hotéis, estando os serviços de Ação Social dos municípios a acompanhar os casos", reportou.

De acordo com o comandante, "não há povoações isoladas".

As principais vias rodoviárias de acesso aos concelhos estão desobstruídas, à exceção da Estrada Nacional 8-2 na Lourinhã, havendo contudo "constrangimentos" em algumas e em vias secundárias.

A passagem da depressão Kristin pelo território português deixou um rasto de destruição, causando pelo menos seis mortos, vários feridos e desalojados.

Os distritos mais afetados foram Leiria (por onde a depressão entrou no território continental), Coimbra, Santarém e Lisboa.

Quedas de árvores e de estruturas, corte ou o condicionamento de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações foram as principais consequências materiais do temporal.