ADN apoia André Ventura
Estrutura regional na Madeira, liderada por Miguel Pita, apoia decisão nacional
O Conselho Nacional do partido Alternativa Democrática Nacional (ADN) "aprovou o apoio formal à candidatura de André Ventura às próximas eleições presidenciais, na sequência de uma proposta apresentada pelo presidente do partido, Bruno Fialho", informa uma nota do partido, que já vinha dando sinais dessa vontade, uma vez que obtivera do candidato presidencial as respostas que pretendia ouvir.
"A decisão foi tomada após debate interno e votação democrática, refletindo uma posição política responsável, consciente e alinhada com os princípios fundadores do ADN", garante a nota, remetida às redações também pela estrutura regional liderada por Miguel Pita. "O partido entende que, num momento decisivo para o país, não pode demitir-se de intervir politicamente nem refugiar-se numa neutralidade que, na prática, favorece o sistema que sempre combateu", justifica.
Assim, "o apoio agora aprovado assenta em linhas vermelhas claras e inegociáveis, que foram expressamente aceites por André Ventura", garante o ADN. "Nesse sentido, o candidato garantiu por escrito a Bruno Fialho que não aceitará qualquer alteração à Constituição da República Portuguesa que vise reduzir Direitos, Liberdades e Garantias fundamentais, nem quaisquer alterações relacionadas com matérias pandémicas ou de excepção", uma das bandeiras do partido que, inicialmente se denominava PDR desde 2011, foi renomeado ADN há quase 5 anos.
Segundo o presidente do ADN, Bruno Fialho, "tendo de ser eleito um dos candidatos, o partido não pode apoiar quem esteja alinhado, ou não recuse apoios, de forças, agendas ou interesses que promovem a restrição de liberdades, o enfraquecimento dos direitos fundamentais, a banalização do crime contra portugueses ou a perpetuação de um sistema político que tem falhado repetidamente", cita o texto.
"O ADN sublinha ainda que este apoio resulta da convicção de que André Ventura tem demonstrado disponibilidade para enfrentar o wokismo, rejeitar agendas globalistas como a Agenda 2030 e defender a soberania nacional, valores que o partido sempre defendeu de forma coerente, clara e sem cedências", concluindo que "este apoio não implica qualquer abdicação da sua identidade política, mantendo plena autonomia, independência e espírito crítico. O ADN continuará a afirmar-se como uma força política própria, comprometida com a defesa da liberdade, da soberania nacional e dos interesses dos portugueses, esclarece.