O “cagaçal” de Ventura

Para Ventura (AV) tal como para o seu mentor político Trump (DT) vale prometer tudo hoje e amanhã o seu contrário, desde acabar com a corrupção a melhorar a vida do povo, ainda que na prática a corrupção seja incentivada acabando com medidas legais de combate à mesma e a vida dos americanos continue a piorar com DT como presidente, tal como muito provavelmente aconteceria aos portugueses se um dia permitissem que o seu “discípulo” AV viesse a ter responsabilidades governativas.

AV na sua qualidade de apoiante incondicional de DT pretende impor em Portugal as políticas de extrema direita do MAGA que apoia DT na sua deriva xenófoba, racista e antidemocrática, que insulta e pretende destruir as democracias europeias e a UE e, ao contrário do que prometeu DT, está a alimentar o caos e o belicismo nas relações internacionais, ao menosprezar o direito internacional e as instituições que durante as últimas décadas contribuíram para a paz na Europa e no mundo.

Tem tanto de imbecil como de insensato DT afirmar que o direito internacional não conta o que conta é a sua “própria moralidade”, se é que tem alguma, o que o rebaixa ao nível dos ditadores/autocratas/mafiosos mais execráveis, já que todos eles têm em comum agir à revelia das leis e do direito, adequando a sua “própria moralidade” aos seus próprios interesses por mais arbitrários e iníquos que sejam.

A ambição política de AV, como o próprio proclama, é ser três vezes pior do que o ditador Salazar, fazer Portugal regredir à miséria e ao obscurantismo antidemocrático do Estado Novo, à falta de liberdade e à perseguição dos que discordem das suas orientações políticas, tal como Putin faz na Rússia e DT já vai fazendo nos EUA.

Nas últimas eleições legislativas AV obteve 1.437.881 votos, agora na 1ª volta das eleições presidenciais obteve 1.326.648 votos, baixando a votação em 111.233 votos, o que significa que mais de 100.000 votantes do Chega não votaram nele, pelo que é de todo ridículo o “cagaçal” armado por AV ao passar à 2ª volta, quando nem foi capaz de conseguir a totalidade dos votos do seu próprio partido.

Ao contrário do que proclama AV a 2ª volta das presidenciais não é para escolher entre um candidato de esquerda e um de direita, mas sim entre um candidato democrata, António José Seguro, que preza e defende os ideais democráticos, o direito internacional, a União Europeia e as suas instituições e AV um candidato da extrema direita que se identifica totalmente com DT nas práticas e orientações antidemocráticas de cariz xenófobo, racista, contra o direito internacional e pretende acabar com a União Europeia.

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