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Madeira

PS defende manutenção do Hospital para reabilitação e cuidados continuados

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O PS-Madeira manifestou a sua discordância em relação à intenção do Governo Regional de vender as actuais instalações do Hospital Dr. Nélio Mendonça, posição confirmada esta sexta-feira pelo presidente do executivo.

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Em nota de imprensa, a presidente dos socialistas madeirenses, Célia Pessegueiro, sublinha que se trata de uma infra-estrutura “que faz falta à Região” e, na mesma linha de Paulo Cafôfo, defende que o edifício deve ser utilizado como "hospital secundário de referência, especializado em valências cruciais como cuidados continuados, cuidados paliativos, unidade do doente frágil e hospital de reabilitação".

Segundo a dirigente socialista, não faz sentido prescindir de uma infra-estrutura pública desta dimensão e natureza, quando existem “muitas carências” nestas áreas.

Célia Pessegueiro alerta concretamente para a persistência de situações de alta clínica, estimadas actualmente em cerca de 250 pessoas, muitas das quais necessitam de reabilitação para poderem regressar às suas casas. 

O PS defende que o Hospital Dr. Nélio Mendonça deveria dispor de áreas específicas para estas valências, acolhendo também utentes que necessitam de cuidados continuados e paliativos, que poderiam ter naquele edifício o "espaço adequado para receberem o devido acompanhamento".

A líder socialista sustenta ainda que o novo Hospital Central e Universitário da Madeira não resolverá, por si só, todos os problemas da Saúde na Região. Nesse sentido, considera que a afectação das actuais instalações do Nélio Mendonça a estas respostas permitirá "libertar a nova infra-estrutura para o fim a que, efetivamente, deve destinar-se: a prestação de cuidados hospitalares".

Célia Pessegueiro recorda igualmente que o Hospital Dr. Nélio Mendonça tem sido alvo de sucessivas intervenções ao longo dos anos, com alas e serviços renovados, criação de novos espaços e um estacionamento público. Nesse contexto, afirma não fazer sentido “depois de tanto investimento público” avançar para a venda de uma infra-estrutura preparada para acolher estas valências.

Por outro lado, a presidente do PS-Madeira critica o que considera ser mais uma cedência do Governo Regional a "interesses imobiliários", em detrimento do interesse público. Para os socialistas, esta decisão demonstra que existem “interesses superiores aos do povo da Madeira”, posição que classificam como “condenável e inaceitável”.