PPM Madeira critica venda do Hospital Dr. Nélio Mendonça e propõe usos alternativos
Transferência dos serviços dos Marmeleiros ou criação de uma unidade para tratamento de toxicodependentes são soluções previstas pelos monárquicos
O Partido Popular Monárquico (PPM) Madeira criticou a decisão do Governo Regional de avançar com a venda do edifício do Hospital Dr. Nélio Mendonça, considerando tratar-se de uma opção política “casmurra” e assente em “desculpas esfarrapadas”.
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Em comunicado de imprensa, o partido questiona os argumentos apresentados pelo executivo regional, nomeadamente os custos associados a obras de remodelação, lembrando os valores já despendidos com o Hospital dos Marmeleiros, que, segundo o PPM, continua a representar “gastos exorbitantes” em manutenção.
O PPM defende uma solução alternativa para o edifício do Hospital Dr. Nélio Mendonça, propondo que seja aproveitado para responder às chamadas altas problemáticas, sublinhando que este problema se manterá no novo hospital. O partido sugere que sejam canalizados, “pelas vias legais”, subsídios como reformas e outros apoios para assegurar as despesas necessárias ao internamento de idosos.
Outra proposta apresentada pelos monárquicos passa pela transferência de todos os serviços actualmente instalados no Hospital dos Marmeleiros para o edifício do Hospital Dr. Nélio Mendonça, defendendo que as instalações dos Marmeleiros sejam entregues à Diocese do Funchal, o que permitiria, segundo o partido, poupar na "renda exacerbada" e noutros "custos elevados de manutenção".
Tendo em conta o aumento de pessoas em situação de sem-abrigo, o PPM considera ainda que o edifício "poderia também albergar uma equipa multidisciplinar de psicólogos e psiquiatras para tratamento de pessoas em situação de toxicodependência, que após uma passagem de desintoxicação, poderiam ser ali acolhidas e com programas ocupacionais".