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Madeira

RIR aponta "má vontade política" na decisão de vender Hospital Dr. Nélio Mendonça

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O partido RIR afirma que existe uma "clara má vontade política e uma preocupante desvalorização das reais necessidades da população idosa madeirense", dada a decisão de vender o edifício onde funciona o Hospital Dr. Nélio Mendonça. A decisão foi hoje confirmada por Miguel Albuquerque.

Albuquerque confirma venda do Hospital Dr. Nélio Mendonça

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Para Liana Reis, o argumento apresentado por Miguel Albuquerque, de que o edifício não foi concebido para respostas sociais e que a sua adaptação implicaria custos excessivos, "não convence nem pode servir de justificação para ignorar uma emergência social instalada".

O que se verifica é uma opção política deliberada: vender património público para amortizar custos, em vez de investir em soluções estruturais que respondam às pessoas. Liana Reis

O RIR afirma que já apresentou, em diversas ocasiões, propostas concretas para a manutenção do Hospital Dr. Nélio Mendonça como unidade de retaguarda, nomeadamente como apoio às chamadas altas problemáticas: pessoas clinicamente estáveis, mas sem condições familiares, habitacionais ou sociais para regressar a casa. "Estas situações continuam a entupir serviços hospitalares e a colocar utentes e profissionais numa permanente situação de risco e indignidade", lembra.

"Transformar parte desta unidade numa resposta pública de transição, apoio continuado e acompanhamento social não seria um desperdício de recursos, mas sim um investimento humano, social e financeiro, evitando reinternamentos, sobrecarga hospitalar e sofrimento evitável", considera a coordenadora regional do RIR.

Para o partido, "o que hoje falta na Madeira não são edifícios adaptáveis: falta vontade política, falta planeamento centrado nas pessoas e falta respeito por quem envelheceu a trabalhar e a contribuir para esta Região".

O RIR reafirma que "continuará a lutar por uma Madeira mais justa, onde as políticas públicas coloquem as pessoas — e em particular os idosos — no centro das decisões, e não os interesses financeiros imediatos ou a propaganda governativa".