Filipe Sousa lamenta "desprezo" de Montenegro e defende que "a mobilidade aérea é um direito fundamental"
O deputado do Juntos Pelo Povo (JPP) à Assembleia da República, Filipe Sousa, repudiou de forma veemente esta quinta-feira, 22 de Janeiro, as declarações do primeiro-ministro sobre a mobilidade aérea relacionada com os portugueses residentes na Madeira e nos Açores.
Interpelado pela segunda vez na Assembleia da República pelo deputado do JPP, Luís Montenegro respondeu de forma que Filipe Sousa reputa de “lamentável” por ter deixado entender que os portugueses das ilhas são cidadãos “dependentes ou subalternos que não têm qualquer lugar num Estado democrático”, recomendando ao líder da coligação governamental PSD/CDS que “antes de tratar questões constitucionais com opiniões próprias, devia cumprir com a coesão territorial”.
“A mobilidade aérea é um direito fundamental para a vida quotidiana, para a economia e para o turismo, e não uma concessão paternalista do governo central”, defende Filipe Sousa.
É inaceitável que o primeiro-ministro continue a demonstrar desconhecimento e desprezo pelas nossas realidades regionais. Os madeirenses e açorianos não são colonos. Somos cidadãos com voz, com direitos, e com legitimidade para exigir políticas sérias, investimentos concretos e soluções reais que garantam a ligação entre ilhas e com o continente. Filipe Sousa
O parlamentar assegura que o JPP continuará a lutar por uma mobilidade aérea que respeite a dignidade dos cidadãos das regiões ultraperiféricas, “sem discursos vazios e sem soluções improvisadas que apenas reforçam a centralização e o abandono das nossas ilhas” e conclui: “O tempo de subestimar a inteligência dos madeirenses acabou. É hora de ação, respeito e compromisso concreto com a nossa autonomia e desenvolvimento.”