Governo entende que publicação falsa atingiu "bom-nome" do PM e posição internacional do país
O ministro da Presidência defendeu hoje que a "publicação falsa" na rede social X atingiu "o bom nome do primeiro-ministro" e criou "uma mentira sobre a posição internacional do país", existindo "o dever de reagir".
Em causa está uma publicação na rede social X, feita na quarta-feira, com origem no utilizador 'Volksvargas', em que é difundida uma alegada mensagem privada de Luís Montenegro que teria sido divulgada nas redes sociais pelo Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, hoje classificada como falsa e um ato de desinformação por parte do gabinete do primeiro-ministro.
No briefing do Conselho Ministros, Leitão Amaro foi questionado sobre este tema e defendeu que os portugueses "percebem e quase exigem" que o Governo reaja a este "ataque à instituição de primeiro-ministro do Governo", sem detalhar a que instâncias será feita a queixa que Luís Montenegro hoje anunciou, dizendo tratar-se de um evento recente.
O ministro Leitão Amaro contestou ainda o argumento do autor de que não houve qualquer intenção de desinformar e de que a sua conta é uma "página de sátira".
"Quem produz uma coisa destas está consciente do que está a fazer, quem participa tanto no debate público - e não é só em fazer sátira, se calhar, provavelmente, nunca está a fazer sátira - sabe o que está a fazer", afirmou.
O governante defendeu, por outro lado, que esta denúncia e queixa por parte do primeiro-ministro servem também par "defender Portugal e a posição de Portugal".
"Quem faz isto não ataca o cidadão que é primeiro-ministro, também o faz, mas ataca o primeiro-ministro de Portugal e ataca a posição internacional de Portugal, criando uma mentira sobre a posição internacional de Portugal", disse.
Leitão Amaro referiu que esta publicação "teve um alcance de centenas de milhares de visualizações",
"Não é de uma conta que se afirme como paródia, não é de uma mensagem que diga que é satírica, irónica ou uma brincadeira. Foi uma falsidade, espalhada por centenas de milhares de pessoas e no mundo digital e no mundo das redes também há limite para a desinformação, para a mentira e para a falsidade", frisou, dizendo que há instrumentos utilizados nestas redes para "distinguir o que é brincadeira e o que é desinformação".
Leitão Amaro equiparou este caso a ataques com tinta de que foram vítimas no passado vários políticos, incluindo Luís Montenegro, dizendo haver "o dever de reagir, em nome do país da qualidade da democracia, da dignidade dos cargos e, neste caso, da verdade e da saúde do debate democrático".