DNOTICIAS.PT
Artigos

Temos segunda volta nas presidenciais

Votar Seguro será o caminho mais digno para Portugal e também para a sua Pérola do Atlântico

Realizaram-se no passado Domingo as eleições para o Presidente da República que ditou uma segunda volta entre os dois esperados finalistas. Pela primeira vez não venceu na Madeira o candidato apoiado apoiado pelo PPD, nem o candidato apoiado por Alberto João Jardim que teima em estar na ribalta a criticar os seus pares e não só, mas, como diz o povo, a emenda foi pior do que o soneto, demonstrando uma iliteracia política, na qual encontramos algumas que deveriam ter alguma literacia política, quer pelos estudos que fizeram ao longo da sua vida, quer pelo dever de defender a DEMOCRACIA, A LIBERDADE, A TOLERANCIA A MODERAÇÃO como A AUTONOMIA das Ilhas portuguesas. Este resultado não era o esperado, como já o dissemos e contrariou uma série de resultados, desde a eleição de Mário Soares como Presidente. O segundo lugar foi dado pelo povo madeirense ao candidato apoiado pelo Partido Socialista, que me surpreendeu visto que havia dois candidatos apoiados por grandes figuras do PPD. Pelo resultado regional pensamos que algo está a mudar na Madeira, embora a maior mudança fosse algo de horrível, em democracia, que é o povo madeirense a desligar-se do PPD, pois o seu melhor classificado ficou em terceiro lugar, e a ir para e extrema direita, reacionária, anti autonomia e xenófoba, mesmo sendo para as presidenciais.

A nível nacional aconteceu o esperado, a vitória e a passagem à segunda volta do candidato da democracia, da liberdade, da tolerância, da seriedade e da autonomia da Madeira e dos Açores. Conheço António José Seguro há mais de quarenta anos, incluindo o facto de ter dormido na minha casa quando foi a luta contra o António Costa há mais de dez anos. Temo-nos encontrado, especialmente no continente e temos mantido um contacto regular. Com isto quero dizer que o conheço muito bem e sei daquilo que ele é capaz de fazer pelas Regiões Autónomas. Os madeirenses podem ainda corrigir o seu voto, dando-lhe o seu sim, aproximando ainda mais o futuro Presidente da Madeira e do seu desenvolvimento.

No dia 8 de Fevereiro teremos a segunda volta e permitam-me a expressão, teremos de escolher entre o dia e a noite. Seguro é o dia porque diz tudo aquilo que quer fazer, é um grande democrata, é tolerante, é moderado e defensor do desenvolvimento do nosso povo, de defensor da igualdade real entre homens e mulheres, respeitando os seus poderes e os poderes dos outros órgãos como a Assembleia da República, o Governo da República, os Governos Regionais da Madeira e dos Açores e fundamentalmente a Constituição que jurará defendê-la no dia da sua posse. É muito fácil ver as diferenças entre os dois candidatos, bastando para isso ter ouvido e visto os discursos dos dois candidatos no dia das suas passagens à segunda volta. Puxem a televisão para trás em qualquer um dos canais. Enquanto Seguro fazia um discurso de Estado, mostrando a sua moderação, a sua seriedade e dizendo o que iria fazer, o Ventura vomitou ódio, dividiu os portugueses, nada disse, como em toda a sua campanha, o que iria fazer se chegasse a Belém, mostrando a sua falta de perfil para o lugar a que se candidata, mostrando aí ser a noite porque nada disse em relação ao futuro. Só diz mal, só odeia, só berra, não fala, não dialoga. É mesmo um caso psiquiátrico e por isso termino este artigo dizendo que têm a palavra os psiquiatras, os psicólogos e os sociólogos, pois têm muito para estudar, principalmente entre o amor, e o ódio entre a tolerância e a ditadura, entre a democracia e o apoiante de Salazar ou de três Salazares, entre a moderação e a incompreensão, entre a verdade e a mentira. Votar Seguro será o caminho mais digno para Portugal e também para a sua Pérola do Atlântico.