DNOTICIAS.PT
Eleições Presidenciais País

Montenegro está a criar problema a si próprio ao não apoiar Seguro, refere Pedro Nuno Santos

None

O ex-líder do PS, Pedro Nuno Santos, defendeu hoje que Luís Montenegro, ao decidir não apoiar António José Seguro na segunda volta das eleições presidenciais, está a criar um problema para si e a prejudicar a democracia.

"Montenegro, ao não ter tido coragem de endossar o apoio do PSD a António José Seguro, criou um problema a si próprio, para além do mal que faz à nossa democracia", escreveu o anterior secretário-geral dos socialistas na rede social X.

No domingo à noite, o presidente do PSD e primeiro-ministro afirmou que o partido não vai emitir nenhuma indicação de voto na segunda volta das eleições presidenciais, alegando que nem António José Seguro, nem André Ventura, representam o espaço do seu partido.

Para Pedro Nuno Santos, ao sinalizar aos eleitores da AD que o "PSD está à mesma distância do Chega que está do PS", Montenegro "legitimou a transferência de voto da AD para o partido" de André Ventura.

"Tinha, nesta segunda volta, a oportunidade de recentrar o PSD, mas preferiu facilitar a vida a Ventura", lamentou o ex-líder socialista, para quem Luís Montenegro "acha que não apelar ao voto em António José Seguro o faz cair nas boas graças do eleitorado" do Chega.

"Só não percebeu que, no atual contexto político, mais facilmente se transferem eleitores da AD para o Chega do que do Chega para a AD", escreveu Pedro Nuno Santos, adiantando que, para já, o presidente do PSD deve ir "pedindo às alminhas para que André Ventura, na segunda volta, não tenha mais votos que os que o próprio Montenegro teve nas legislativas" de 2025.

Também hoje secretário-geral do PS, José Luís Carneiro, desafiou o primeiro-ministro a ser mais claro sobre de que lado está nas presidenciais, assumindo estranheza e incompreensão por Luís Montenegro não apoiar António José Seguro na segunda volta contra André Ventura.

Seguro e Ventura vão disputar a segunda volta das eleições presidenciais, em 08 de fevereiro, depois de, no domingo, o candidato apoiado pelo PS ter conquistado 31% dos votos e o líder do Chega ter obtido 23%.

Em terceiro lugar ficou Cotrim Figueiredo, apoiado pela Iniciativa Liberal, com 16%, à frente de Gouveia e Melo, com 12%, e de Marques Mendes, apoiado pelo PSD e CDS, com 11%.

À esquerda, Catarina Martins (BE) teve 2%, António Filipe (PCP) teve, 1,6% e Jorge Pinto (Livre) 0,6%, que ficou abaixo do cantor Manuel João Vieira que conseguiu 1%. O sindicalista André Pestana recolheu 0,2% e Humberto Correia 0,08%.