Bem-vindo seja o Ano Novo
Que o nosso sistema de saúde dê respostas a quem precisa e que as listas de espera sejam cada vez menores
Como toda a gente, eu também elaborei uma lista de desejos para este ano. Embora saibamos que nem sempre os mesmos se realizam da maneira que queremos, vale sempre a pena sonhar e, ao mesmo tempo, sermos realistas, até para os vermos realizados.
Em janeiro, quero uma boa ou um bom Presidente da República, que saiba respeitar a nossa Constituição e olhar para os problemas que o país atravessa, procurando consensos alargados para os resolver com o máximo de urgência, sobretudo no que respeita à habitação e ao emprego.
Em fevereiro, desejo que um problema que preciso de enfrentar corra bem, confiando plenamente nos profissionais. Que o nosso sistema de saúde dê respostas a quem precisa e que as listas de espera sejam cada vez menores, assim como deixem de faltar de medicamentos importantes.
Em março, gostaria que comemorássemos o dia dedicado às mulheres sem mais casos de violência e sem perdão para quem agride. Que mais nenhum caso seja perdoado a quem usa a violência sobre vítimas indefesas, ainda por cima com filhos em sofrimento. Que a Justiça funcione com mais dignidade para quem realmente sofre. E quando um crime é público, não pode haver perdão que o justifique.
Em abril, desejo que os 50 anos da nossa Autonomia sirvam para uma ampla reflexão sobre as contradições que a mesma atravessa e que se procure deixar pistas para que, no futuro, algumas situações dúbias sejam resolvidas para o bem-estar de quem aqui trabalha e vive. Não basta termos um feriado, é preciso que o mesmo corresponda à satisfação da resolução das reivindicações autonómicas que há anos estão por resolver, particularmente as viagens aéreas.
Em maio, que quem trabalha consiga comemorar sem o peso do “pacote laboral” do Governo da República. Que o trabalho seja mais dignificado e mais valorizado a todos os níveis porque sem trabalhadores não existe nenhuma sociedade que que avance e progrida.
Em junho, que todas as crianças possam ser felizes e incluídas. Que o racismo, a discriminação e o bullying não as aflija. Que as escolas sejam lugares seguros para todos os profissionais que nelas trabalham. Se as crianças são o melhor do mundo, então façamos o mundo delas melhor.
Em julho, vamos comemorar a existência da nossa região e do nosso hino em todo o lado onde existem madeirenses. Saibamos fazer desta data encontros, não só de festa, mas também de verdadeira comunhão de interesses, e darmos as mãos onde estamos a ajudar a construir um mundo melhor, com mais paz e concórdia.
Em agosto, são as festas e arraiais por todo o lado. Sei que as pessoas gostam e esperam estes momentos para descontrair das agruras da vida. Devíamos pensar se não era possível ter um debate sobre o que é divertimento e o que é cultura. Talvez fosse interessante tirar algumas conclusões adiadas há muitos anos.
Em setembro, a UMAR vai festejar os seus 50 anos, que será um ponto alto na atividade que a Associação tão bem vem desenvolvendo, em prol dos direitos humanos e de uma sociedade sem violência com mais amor.
Em outubro e novembro voltamos a estar virados para preparar o Natal que cada vez começa mais cedo e mesmo com as castanhas de S. Martinho e a festa das vindimas, os preparativos estão no ar. Seria importante dar maior ênfase à verdadeira solidariedade e que essa não estivesse tão dependente das ações de caridade.
Em dezembro são as luzes e os presépios que começam cada vez mais cedo com as missas do parto e as noites dos mercados por todo o lado, fazendo da nossa região um ponto alto nas comemorações do Natal. Espero que todas estas festividades tenham menos álcool e menos conflitos entre as pessoas. Enfim, que o próximo ano nos traga mais saúde, paz e amor, são os meus maiores desejos.