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Lula e Sánchez celebram marcação de eleições na Venezuela

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O Presidente brasileiro, Lula da Silva, e o primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, celebraram a marcação das eleições na Venezuela deixando apelos à lisura do processo para bem do povo venezuelano.

Numa conferência de imprensa conjunta, depois de reunião bilateral entre os dois líderes naquela que foi a primeira visita ao Brasil de Pedro Sánchez, Lula da Silva afirmou que o mais importante e o que o deixa feliz é o facto de estar "convocada a eleição na Venezuela, que tem data (28 de julho)".

O Presidente brasileiro disse ainda que o chefe de Estado venezuelano, Nicolás Maduro, lhe garantiu - numa reunião bilateral na semana passada que mantiveram à margem da cimeira da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (CELAC) - que iria convidar observadores de todo o mundo.

 "Ele vai convocar todos (...) que quiserem assistir ao processo eleitoral na Venezuela", disse, acrescentando ainda esperar "que as eleições sejam o mais democráticas possível".

"Espero que seja, porque acho que a Venezuela precisa disso, acho que Maduro precisa disso e acho que a humanidade precisa disso", disse.

Ainda assim, numa aparente alusão à candidata da opositora venezuelana María Corina Machado, impedida de concorrer às eleições presidenciais, Lula da Silva afirmou que ele próprio foi "impedido de concorrer às eleições de 2018 e que "em vez de ficar chorando" indicou um outro candidato que disputou as eleições, Fernando Haddad, que acabou por perder as presidenciais para Jair Bolsonaro.

"Espero que as pessoas que estão disputando as eleições não tenham o hábito do ex-presidente deste país de negar o processo eleitoral, a lisura das urnas", afirmou, desejando "presunção de inocência até que haja eleições".

Mais sucinto, Pedro Sánchez afirmou que "há anos que a Espanha defende a realização de eleições na Venezuela".

"Congratulamo-nos com o facto de estas eleições terem sido convocadas e esperamos que se realizem com garantias democráticas", disse Sánchez.